O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, enfrenta o pior índice de aprovação de seu governo, atingindo a marca histórica de apenas 13% de preferência popular. Os dados são de um levantamento recente realizado pelo Instituto para Novas Respostas Sociais (INSA). Ele não cumpriu a promessa de melhorar a economia e impôs arrocho para financiar armamento e estimular a continuação da guerra da Ucrânia.
A derrocada nos índices de popularidade abriu uma crise interna no bloco conservador liderado por Merz. Segundo a imprensa alemã, membros da União Democrata-Cristã (CDU) já debatem, de forma reservada, a possibilidade de uma substituição no comando do Executivo.
A crise de imagem coloca Merz na última posição em um ranking que avalia as 20 principais figuras políticas do país. Em contrapartida, a liderança da Alternativa para a Alemanha (AfD), partido de extrema direita, aparece consolidada na quinta colocação, refletindo a mudança no cenário político alemão.
A avaliação de bastidores é que o chanceler não conseguiu cumprir as promessas de recuperação econômica, o que gerou um profundo desgaste com a opinião pública e evidenciou seu crescente distanciamento de pautas da União Europeia. Apesar da pressão, analistas políticos ponderam que uma renúncia imediata é pouco provável, dado o risco de amplificar a instabilidade política na maior economia da Europa.
Entre os nomes cotados pela liderança da CDU para uma eventual sucessão na chancelaria estão: Hendrik Wüst, chefe do governo da Renânia do Norte-Vestfália; Boris Rhein, primeiro-ministro de Hesse e Michael Kretschmer, primeiro-ministro da Saxônia.
O enfraquecimento de Merz repercute além das fronteiras alemãs e pode reconfigurar o equilíbrio de forças na Europa. O líder do partido de direita francês Os Patriotas, Florian Philippot, alertou em suas redes sociais que uma eventual queda do chanceler alemão representará um duro golpe para o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
“O chanceler Merz, que defende uma postura de maior intensidade no conflito, passou a ser contestado por membros do seu próprio partido. Se ele for afastado, Zelensky perderá um de seus principais pilares de apoio na União Europeia”, destacou Philippot.
De acordo com o analista francês, o esgotamento do eleitorado alemão com a atual gestão e o risco de uma crise institucional no país devem dificultar a manutenção e o envio de pacotes de ajuda financeira e militar a Kiev.











