Em assembleia realizada na quinta-feira (23), os funcionários técnicos e administrativos da USP (Universidade de São Paulo) aceitaram o acordo proposto pela reitoria da Universidade, e encerraram a greve, iniciada há 10 dias.
O encerramento oficial da greve foi condicionado à assinatura de um acordo final com garantias escritas dos termos negociados, compromisso de não punição aos grevistas, pagamento dos dias paralisados e diálogo da reitoria com os estudantes que estão em greve.
Um dos itens acordados é o comprometimento da reitoria em estudar um novo sistema de mobilidade interna destinada aos funcionários terceirizados, que não têm acesso à gratuidade nos ônibus circulares da Cidade Universitária, no Butantã, zona oeste da capital.
O acordo foi assinado própria na quinta-feira, garantindo ainda a intenção de instituir um programa de gratificação aos servidores técnicos e administrativos – Gratificação por Apoio às Atividades Complementares Estratégicas dos Docentes – GAACED, a ser paga mensalmente, pelo mesmo período em que for paga a gratificação aos docentes. “O valor do programa dos funcionários será estabelecido pela divisão do mesmo montante definido para os professores, de acordo os projetos apresentados e aprovados, pelo número de funcionários”, informa o Jornal da USP.
A greve foi iniciada como protesto contra um bônus de até R$ 4,5 mil previsto apenas para professores, a Gace (Gratificação por Atividades Complementares Estratégicas), aprovada no fim de março pelo reitor Aluísio Segurado. De acordo com os servidores, a gratificação exclusiva aos professores fere o princípio de isonomia.
Como resposta ao funcionalismo, a reitoria da USP propôs destinar o mesmo montante anual reservado aos docentes (R$ 238,44 milhões) aos servidores, o que representaria R$ 1.600 mensais por trabalhador, já que a categoria conta com 12 mil funcionários.
A USP também ressaltou que já estão sendo desenvolvidos trabalhos sobre o processo de progressão de carreira dos servidores técnicos e administrativos e sobre o Plano de Desenvolvimento Individual (PDI); abono de horas relativas a “pontes” e recesso de final de ano.
Um encontro entre representantes da reitoria e lideranças estudantis para discutir as demandas dos alunos ficou marcado para acontecer ainda nesta sexta-feira (24).











