Ata do Copom revela que objetivo do BC é provocar uma recessão no Brasil

(Foto: Raphael Ribeiro/BCB)

Se a nflação sobe, o BC recomenda alta do juro. Se a inflação cai, como agora, ele mantém a mesma recomedação. É muito cinismo

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) disse, em ata, divulgada nesta terça-feira (11) que “a principal conclusão obtida, e compartilhada por todos os membros do Comitê”, na última reunião que reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, que no ambiente atual “exige-se uma restrição monetária maior e por mais tempo”.

O corte da taxa básica de juros, que caiu de 14,25% para 14% ao ano, só serve para saciar a sede dos bancos por juros altos às custas do estrangulamento dos investimentos produtivos, da geração de empregos e do crescimento econômico do país.

As frase contantes da ata, de que “o Comitê relembra que o arrefecimento da demanda agregada é um elemento essencial do processo de reequilíbrio entre oferta e demanda da economia e convergência da inflação à meta” e de que “a inflação permanece pressionada pela demanda, exigindo que a política monetária mantenha caráter restritivo” revelam que o objetivo primordial do BC é arrochar o povo e provocar a recessão e o desempregpo no país.

Se a inflaçao sobe, o BC receita alta dos juros. Quando cai, como agora, o Copom decide “manter a política monetária no campo restritivo”. Ou seja, a receita é sempre subir os juros, em qualquer situação.

O IPCA, indicador oficial de inflação do país, de julho ficou em 0,07%, o que significa que a alta dos preços voltou a perder força em relação ao mês imediatamente anterior. Em junho, o índice registrado ficou em 0,16%. No ano, o IPCA acumula alta de 3,44%.

Nos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,44%, retornando para dentro do intervalo de tolerância de 4,5% proposto pelo sistema de metas de inflação – um mecanismo que, regulado por meio de juros altos, propõe o desserviço de fomentar políticas recessivas econômicas, desindustrialização e desemprego no Brasil.

Após o desconto da inflação, o juro real (o ganho que o banqueiro obtém de empréstimos e aplicações financeiras) chega aos 10% ao ano, sendo o maior do planeta.

Na ata, os diretores do BC novamente sinalizam que o governo Lula deve ceder à chantagem e realizar cortes de direitos sociais e investimentos, em troca de juros menores. Ou seja, a ladainha de sempre de restingir o crescimento e alimentar a ciranda financeira.

“Uma política fiscal que atue de forma contracíclica e contribua para a redução do prêmio de risco favorece a convergência da inflação à meta”, diz trecho da ata, em que o Copom reclama das medidas que o governo Lula tem adotado para assegurar o crescimento econômico do Brasil e aliviar o peso dos juros altos sobre as empresas e famílias.

“O Comitê mantém a firme convicção de que as políticas devem ser previsíveis, críveis e anticíclicas. Em particular, o debate do Comitê reforça, novamente, a necessidade de políticas fiscal e monetária harmoniosas”, diz a ata. Em suma, se depender do BC, o Brasil nõ decola.

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