Ataque israelense no Líbano assassina brasileiros

O menino brasileiro, Ali Ghassan, sua mãe, também brasileira e o pai, libanês, assassinados por bombardeio de Israel (Foto extraída de vídeo da Globo)

O Ministério das Relações Exteriores informou nesta segunda-feira (27) que dois brasileiros, um menino de 11 anos e sua mãe, foram mortos por ataque israelense no domingo em pleno cessar fogo. No mesmo ataque, o paí, libanês, também foi assassinado.

“O governo brasileiro tomou conhecimento, com consternação e pesar, das mortes, de criança brasileira, de 11 anos, de sua mãe, também brasileira, e de seu pai libanês, vítimas de ataque das Forças de Defesa de Israel”.

O brutal bombardeio foi perpetrado apesar de, oficialmente, segundo declaração de Trump na quinta-feira, o cessar-fogo estar prorrogado até à segunda quinzena de maio.

O Itamaraty informou ainda que o ataque israelense ao Líbano constitui mais um exemplo das “reiteradas e inaceitáveis violações ao cessar-fogo” anunciado em 16 de abril.

Conforme o governo brasileiro, dezenas de civis libaneses, incluindo mulheres e crianças, morreram nesses ataques. De acordo com o Ministério da Saúde do Líbano, os ataques israelenses deste domingo mataram 14 pessoas e deixaram 37 feridos.

“Ao expressar sinceras condolências aos familiares das vítimas, o Brasil reitera sua mais veemente condenação a todos os ataques perpetrados durante a vigência do cessar-fogo, tanto por parte das forças israelenses quanto do Hezbollah”, afirmou o Itamaraty.

O Brasil vem defendendo ao longo das últimas semanas que as tropas israelenses devem deixar imediatamente o Líbano. Tem defendido, ainda, que o cessar-fogo entre Israel e Irã seja estendido ao Líbano, garantindo a soberania do país.

Segundo a nota divulgada nesta segunda, outro filho do casal — irmão da criança que morreu no ataque — foi levado para o hospital.

“A família encontrava-se em sua residência, no distrito de Bint Jeil, no Sul do Líbano, no momento do bombardeio”, informou o Itamaraty.

Segundo o Ministério, a embaixada brasileira em Beirute está em contato com a família dos brasileiros que morreram no ataque para prestar assistência.

O novo crime de guerra ocorreu usando como folha de parreira a ordem ilegal israelense de evacuação dos moradores de sete cidades e aldeias da região, enquanto Tel Aviv não esconde seus planos de estabelecer uma zona de ocupação no sul.

Na quarta-feira (22), os bombardeios israelenses haviam assassinado pelo menos cinco pessoas, inclusive uma jornalista libanesa que cobria a agressão.

No dia em que os EUA e o Irã assinaram o cessar-fogo, 8 de abril, com o acordo estipulando que abrangeria o Líbano, o regime genocida de Tel Aviv desencadeou uma chacina em massa no Líbano, matando em duas horas com bombas e mísseis 200 civis libaneses e bombardeando inclusive as áreas de Beirute de maioria sunita ou cristã.

As repetidas violações israelenses provocaram atos de autodefesa da resistência islâmica com foguetes e drones contra o norte de Israel, com o Hezbollah exigindo a retirada dos invasores e rechaçando o esvaziamento das cidades libaneses para instalação de outra zona de ocupação, até o rio Litani, em repetição ao que já fizeram na Síria.

Os ataques da resistência dentro do território libanês e no norte de Israel são “uma resposta legítima às persistentes violações do inimigo do cessar-fogo desde o primeiro dia do anúncio da trégua temporária”, afirmou o Hezbollah.

Já o primeiro-genocida israelense, Benjamin Netanyahu, procurado por crimes de guerra e contra a humanidade pelo Tribunal Penal Internacional, asseverou em uma reunião de seu gabinete em Jerusalém  que tem todo o apoio dos americanos para continuar cometendo crimes de guerra.

“Do nosso ponto de vista, o que nos obriga é a segurança de Israel, a segurança de nossos soldados, a segurança de nossas comunidades”, disse.

“O Hezbollah afirma clara e firmemente que as contínuas violações do cessar-fogo do inimigo e acima de tudo sua contínua ocupação do território libanês e violações de sua soberania serão recebidas com uma resposta e uma resistência que está pronta para defender sua terra e povo”, comunicou a resistência.

Desde março deste ano, Israel massacrou mais de 2500 libaneses, 177 crianças, 100 médicos. Mais de 1,2 milhão de libaneses, cerca de 22% da população do Líbano, estão deslocadas, sem moradia, devido à ocupação israelense.

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