Atividade econômica cresce 0,6% em fevereiro, diz BC

Banco Central. (Foto: EBC)

IBC-Br aponta alta na Indústria (1,2%), Serviços (0,3%) e Agropecuária (0,2%). Em relação a janeiro, índice considerado um termômetro do PIB, desacelerou

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) subiu 0,60% em fevereiro, mas sinalizou uma desaceleração na comparação com o primeiro mês de 2026, quando registrou alta de 0,85% em janeiro (dado revisado de alta de 0,78%), segundo dados do Banco Central (BC), divulgados nesta quinta-feira (16).

Contudo, este foi o quinto mês consecutivo de alta do IBC-Br, indicador visto como uma “prévia” do Produto Interno Bruto (PIB) – divulgado oficialmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IIBGE).  Nos últimos 12 meses, o indicador avançou 1,9%.  

Em fevereiro, a alta do indicador foi influenciada pelo avanço da Indústria com um todo (1,2%). Enquanto o setor de Serviços teve crescimento próximo de zero no mês (0,3%), assim como a Agropecuária (0,2%).

No trimestre encerrado em fevereiro de 2026 ante o trimestre terminado em novembro de 2025, o IBC-Br apresenta avanço de 1,1%. Nesta base, a Indústria apresenta alta de 1%, Serviços subiu 1,1% e a Agropecuária cresceu 1,8%.

Quando confrontado com fevereiro de 2025, a atividade econômica do país apresenta retração de -0,3%, devido ao forte recuo nos indicadores da Indústria e Agropecuária, ambos com queda de -1,3%. A taxa só não foi negativa para Serviços (+1,0%).

O IBC-Br do BC é divulgado mensalmente, com um conjunto restrito de informações, ao contrário do PIB medido pelo IBGE.

JURO ELEVADO

Em 2025, a atividade econômica apresentou desaceleração em seu ritmo, que deve ser mantido no decorrer deste ano, por conta do nível elevado da taxa basica de juros (Selic), definida pelo BC.

No ano passado, o Copom (Comitê de Política Monetária) do BC elevou a Selic para 15% em meados de julho; permanecendo com ela neste patamar até março deste ano, quando cortou a taxa em míseros 0,25 ponto porcentual, reduzindo-a para 14,75%.

Com as agressões dos EUA ao Irã, com repercussões negativas na oferta internacional de petróleo e fertilizantes, os bancos e especuladores no mercado financeiro pressionam o Banco Central a manter os juros elevados. Esse cenário sufocará ainda mais o consumo e os investimentos, prejudicando a produção nacional e o crescimento econômico do país.

Compartilhe

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *