Medida representa antecipação de recursos junto ao Tesouro previstos no Plano Brasil Soberano
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pediu ao Ministério da Fazenda a antecipação de R$ 7,25 bilhões do Plano Brasil Soberano para reforçar as linhas de crédito destinadas às empresas impactadas pela tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O banco público justifica afirmando que as solicitações de crédito por empresas já somam R$ 18,4 bilhões.
A solicitação foi encaminhada à Secretaria do Tesouro Nacional na terça-feira (14) e busca a liberação de recursos do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), responsável pelo financiamento do Plano Brasil Soberano. Segundo o BNDES, a medida não representa aumento de gastos com o programa, mas a antecipação de uma parcela de recursos já prevista.
“Não se trata de recursos novos, mas de uma medida operacional para atender os R$ 18,2 bilhões de projetos já protocolados no BNDES dentro de um programa já em curso”, informou a instituição em nota.
Criado após o anúncio do primeiro tarifaço imposto pelo governo do presidente Donald Trump no ano passado, o Plano Brasil Soberano oferece condições de financiamento para que empresas brasileiras mantenham investimentos, produção e capital de giro diante da redução das exportações.
O programa conta com aporte de R$ 15 bilhões do Tesouro Nacional e outros R$ 6 bilhões aportados pelo próprio BNDES, totalizando capacidade de crédito de R$ 21 bilhões. Até junho, R$ 7,75 bilhões já haviam sido liberados.
Entre os setores que mais buscaram socorro pelo programa, estão as indústrias de alimentos, medicamentos, fertilizantes, minerais críticos e máquinas e equipamentos.
“Eventuais novas medidas estão em definição pelo Ministério da Fazenda e pelo centro de governo. O BNDES aguarda estas definições e está pronto para continuar apoiando as empresas brasileiras, como tem feito desde o início das medidas unilaterais do governo Trump contra o Brasil”, informa a instituição.
Dentre as medidas adotadas pelo governo Lula para minimizar os efeitos do tarifaço estão a ampliação do uso do Fundo de Garantia à Exportação e a preparação de um pacote de medidas de efeito direto. Segundo estimativas do governo, a nova sobretaxa atinge diretamente 18% das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos, com impacto estimado de US$ 7,4 bilhões em vendas.










