Sóstenes Cavalcante inventou contrato falso de venda de imóvel para justificar R$ 460 mil em dinheiro vivo encontrados em seu apartamento. PF investiga lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa
O bolsonarismo é sinônimo de corrupção e de crimes de todo tipo. Desde a orgia financeira de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro até o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante, que foi pego com R$ 450 mil em dinheiro vivo escondidos em seu apartamento.
O flagrante foi dado durante a operação Rent a Car, da Polícia Federal. Agora a operação se desdobrou em outra fase, batizada de operação Galho Fraco 2, que investiga a partir desta quarta-feira (1) uma mentira inventada pelo deputado para explicar o dinheiro achado em sua casa.
Sóstenes então havia afirmado que o dinheiro tinha origem na venda de um imóvel. Entretanto, não explicou por que recebeu dinheiro vivo pela venda e falou que seus advogados e o contador apresentariam as provas.
O advogado de Sóstenes e pessoas ligadas ao deputado que foram responsáveis por sacar o dinheiro apreendido e por tentar fraudar a investigação criando uma versão sobre a origem do dinheiro foram alvos desta segunda operação.
É que a PF descobriu que o contrato de venda do imóvel a que Sóstenes se referiu para justificar o dinheiro encontrado era falso. Pela tentativa de inventar uma explicação para o dinheiro, a PF investiga a possibilidade de fraude processual.
Segundo a PF, o objetivo da nova fase da operação é “aprofundar investigações relacionadas à suposta prática dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa.”
As medidas são cumpridas no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais. “As investigações apontam indícios de possível esquema envolvendo agentes públicos, particulares e pessoas jurídicas supostamente utilizadas para dar aparência de legalidade à movimentação de recursos públicos”, diz a PF











