A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) disse que Flávio Bolsonaro sabia que estava infringindo a medida cautelar ao ler a carta de seu pai, Jair Bolsonaro, e que o ministro Alexandre de Moraes acertou ao proibir novas visitas ao ex-presidente que está preso.
“A carta de Bolsonaro lida pelo Flávio foi uma provocação deliberada contra a medida cautelar do Supremo que concedeu prisão domiciliar a ele”, comentou a parlamentar em suas redes.
“Sabiam que era ilegal. Fizeram para confrontar. Assim como as armas que não poderia ter e a tornozeleira que tentou arrebentar”, continuou.
“Boa a medida de Alexandre de Moraes que suspendeu as visitas ao golpista. Ele que se comporte, ou que volte para Papuda”, completou Gleisi Hoffmann.
Segundo Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), a leitura feita por Flávio Bolsonaro de uma carta de Jair Bolsonaro desrespeita o trecho da medida cautelar que proibia o condenado de, “diretamente ou por intermédio de terceiros”, utilizar redes sociais.
Essa regra faz parte da decisão que permitiu o ex-presidente Jair Bolsonaro sair da cadeia para ficar em prisão domiciliar. Ele não poderá receber visitas até o primeiro turno das eleições, em 4 de outubro.
Flávio escreveu para seus seguidores que Jair Bolsonaro “escreveu uma carta aos brasileiros que eu vou fazer a leitura” em um vídeo para as redes sociais.
Na carta, Flávio recebia a benção do pai para ser candidato a presidente da República. Esse movimento ocorreu depois da briga entre Flávio e Michelle Bolsonaro e também do vazamento da relação que o senador tem com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Ambos eventos deram início a um esvaziamento da candidatura de Flávio Bolsonaro.
Gleisi Hoffmann rebateu as falas dos bolsonaristas que comparam o caso de Jair e Flávio Bolsonaro ao de Lula e Haddad, em 2018.
A deputada explicou que “Lula não tinha nenhuma medida cautelar a seu favor. Enfrentou a prisão injusta com dignidade e altivez. Lula lutou por Justiça e pelo Brasil. Jair e Flávio Bolsonaro desafiam a Justiça para entregar o Brasil”.










