A Seleção Brasileira realizou neste sábado (4) o último treinamento antes do confronto contra a Noruega, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. A atividade, comandada por Carlo Ancelotti no CT Columbia Park, em Nova Jersey, foi voltada aos últimos ajustes da equipe e à definição do substituto de Lucas Paquetá, que segue fora por lesão. A principal dúvida do treinador está no meio-campo, enquanto o restante da formação deve ser mantido para a partida deste domingo (5), às 17h (de Brasília), no MetLife Stadium.
A imprensa acompanhou apenas os primeiros minutos da atividade, período destinado ao aquecimento. Na parte fechada do treino, Ancelotti realizou os trabalhos táticos e fez os últimos testes na equipe titular. A tendência é que Danilo Santos e Gabriel Martinelli disputem a vaga deixada por Paquetá, embora o treinador tenha mantido mistério sobre a escolha.
A provável escalação brasileira tem Alisson; Vanderson, Marquinhos, Alexsandro e Guilherme Arana; Casemiro, Bruno Guimarães e Danilo Santos (ou Gabriel Martinelli); Raphinha, Vinicius Júnior e Matheus Cunha.
A atividade contou com a presença do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, que acompanhou parte do treinamento ao lado da comissão técnica. O ambiente foi descontraído em alguns momentos, com disputas em campo reduzido e até um carrinho de Ancelotti em uma das brincadeiras com os jogadores, antes do início dos trabalhos mais intensos.
Na véspera da decisão, o atacante Matheus Cunha destacou a versatilidade como uma de suas principais características dentro do esquema montado por Ancelotti. Segundo o camisa 9, sua função vai além da finalização das jogadas.
“Tenho funções importantes para potencializar meus companheiros. Sempre procurei entender o que o treinador espera de mim e ajudar a equipe da melhor maneira possível”, afirmou o atacante.
Matheus Cunha também minimizou qualquer favoritismo brasileiro diante da Noruega e ressaltou que o histórico ou a qualidade individual dos adversários não entram em campo.
“Favoritismo não ganha jogo. Temos que respeitar muito a Noruega e fazer o nosso trabalho durante os 90 minutos. Em Copa do Mundo, qualquer detalhe pode decidir uma classificação”, disse o atacante.
Autor de um dos gols brasileiros na competição e peça importante no sistema ofensivo de Ancelotti, Cunha afirmou que procura contribuir em diferentes setores do campo, seja pressionando a saída de bola, abrindo espaços para os companheiros ou participando da construção das jogadas.
O confronto também marcará mais um encontro do atacante brasileiro com Erling Haaland, companheiro de rivalidade na cidade de Manchester. Cunha, no entanto, evitou transformar o duelo em uma disputa individual e destacou que o objetivo é exclusivamente coletivo: garantir a classificação às quartas de final.
Brasil e Noruega se enfrentam neste domingo (5), no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Além da vaga nas quartas de final, a Seleção busca encerrar um incômodo tabu: os brasileiros jamais venceram os noruegueses em confrontos oficiais ou amistosos.










