Encontro entre Mauro Vieira e Bruno Rodríguez Parrilla, em Nova Délhi, reforça aproximação diplomática, debate sobre cooperação bilateral e preocupação com agravamento da situação social cubana
A reunião bilateral entre o chanceler brasileiro Mauro Vieira e o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, realizada paralelamente ao encontro de ministros do Brics, em Nova Délhi, nos dias na quinta (14) e sexta-feira (15), sinalizou a disposição de o governo brasileiro manter abertos os canais políticos e diplomáticos com Havana .
O encontro ocorreu ao término da reunião ministerial do bloco, sediada pela Índia, e teve como foco os principais temas da agenda bilateral entre Brasil e Cuba, incluindo cooperação política, relações diplomáticas e possíveis iniciativas conjuntas em setores estratégicos.
Segundo informações divulgadas por veículos ligados à cobertura diplomática e por agências internacionais, a situação humanitária cubana ocupou papel central nas conversas.
AJUDA HUMANITÁRIA NO CENTRO DAS DISCUSSÕES
O governo cubano buscou ampliar apoios internacionais diante do agravamento do bloqueio criminoso contra a ilha e das novas tentativas de intimidação impostas pelos Estados Unidos.
Em pronunciamentos feitos durante o encontro do Brics, Bruno Rodríguez denunciou o endurecimento das sanções econômicas americanas e afirmou que Cuba enfrenta dificuldades severas de abastecimento energético, escassez de medicamentos e restrições à importação de insumos básicos.
A situação cubana ganhou novo peso nas discussões internacionais nos últimos meses em razão do agravamento da escassez de combustíveis, alimentos e medicamentos.
Relatórios e manifestações diplomáticas apresentados durante a reunião associaram diretamente o quadro econômico ao bloqueio americano, que dura mais de 6 décadas, e às recentes restrições comerciais impostas por Washington.
BRICS E A DISPUTA POR INFLUÊNCIA GLOBAL
Cuba participa das discussões do grupo na condição de país parceiro, e busca estreitar laços com economias emergentes e diversificar apoios diante da crise interna.
A reunião reforçou a linha diplomática adotada pelo presidente Lula (PT) de retomada do diálogo com países latino-americanos historicamente alinhados ao campo progressista e em defesa do multilateralismo como eixo da política externa brasileira.











