Candidato do Pacto Histórico condena onda de atentados da extrema-direita colombiana

Iván Cepeda denunciou que o banho de sangue cometido às vésperas das eleições presidenciais de 31 de maio visa criar insegurança e estimular o retrocesso (AFP)

Ivan Cepeda manifestou sua “repulsa aos atos de barbárie com graves danos causados à população civil”

O candidato do Pacto Histórico à Presidência da Colômbia, Iván Cepeda, condenou a série de ataques perpetrados nas últimas horas por dissidentes do processo de paz – que assassinaram dezenas de pessoas no Cauca e no Valle do Cauca, no sul do país – apontando como atos sanguinários em prol da extrema direita nas eleições presidenciais de 31 de maio.

“Manifesto minha mais veemente repulsa a esses atos de barbárie. Condeno de forma enérgica a morte e os graves danos causados à população civil pelo uso de explosivos. Exijo que as autoridades mobilizem todos os seus recursos investigativos para identificar, processar e punir com celeridade os responsáveis por esses atos atrozes”, declarou Cepeda, conclamando os colombianos a manterem a calma e a serenidade a fim de garantir os avanços democráticos conquistados pelo governo de Gustavo Petro.

De acordo com o candidato governista, que lidera com ampla margem as pesquisas de opinião de voto, as ações narcoterroristas – identificadas por Petro como “narcofascistas” – “ocorrem em regiões onde existe um amplo apoio popular ao nosso projeto político”. “Surge uma preocupação legítima sobre se, além de causar danos e angústia à população, esses fatos buscam gerar um clima de medo que favoreça os interesses de setores da extrema direita empenhados em desestabilizar o país e obstruir o desenvolvimento democrático do processo eleitoral”, acrescentou.  Diante disso, salientou, “peço às autoridades que esclareçam rigorosamente esse contexto e as possíveis motivações”.

Apesar da complexa situação de segurança, Cepeda enfatizou que a mobilização e a visitação às regiões não será interrompida, levando uma mensagem de compromisso com a defesa da soberania e do desenvolvimento. “Nossa campanha continuará conforme planejado. Não haverá suspensões ou adiamentos dos eventos programados”, assinalou o candidato governista, frisando que nada nem ninguém impedirá nosso compromisso com o país ou o exercício legítimo da política”.

Aproveitando-se do clima de terror instaurado por 26 atentados em apenas 48 horas – no último sábado (25) e domingo (26) -, o ultradireitista Abelardo de la Espriella esbravejou contra o processo de paz e advertiu que, sendo presidente, diferente do “desgoverno de Gustavo Petro”, iria “eliminar” os líderes guerrilheiros dissidentes. “O sangue que hoje é derramado é consequência direta dessa tal paz total de má qualidade de Petro, que é a filha ilegítima da paz de Juan Manuel Santos (2010-2018)”, vociferou.

Segundo a pesquisa Invamer, se as eleições fossem hoje as intenções de voto seriam as seguintes: Iván Cepeda: 44,3%; Abelardo de la Espriella: 21,5%; Paloma Valência: 19,8%; Cláudia López: 3,6%; Sérgio Fajardo: 2,5% e Santiago Botero: 1,4 %. Os demais sete candidatos teriam 0,4% ou menos de votos.

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