As centrais sindicais, trabalhadores de várias categorias e lideranças estudantis protestaram contra os juros altos na manhã desta terça-feira (28), em frente ao Banco Central (BC), na Avenida Paulista, na véspera em que o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC decide o novo patamar de juros do país. Atualmente a Selic está em 14,75% anuais – uma das mais altas do mundo.
Segundo as lideranças sindicais, a redução imediata da taxa básica de juros é uma medida fundamental para impulsionar a economia, baratear o crédito e garantir melhores condições de vida para os trabalhadores.
Saudando os trabalhadores e as lideranças presentes, o presidente da CTB, Adilson Araújo, destacou a importância da unidade sindical e da mobilização pela queda dos juros, “que acontece em um momento decisivo para o país”.
“Eu diria que esse diálogo que nós fazemos, neste momento, na porta do Banco Central do Brasil é mais do que necessário, porque, com o passar do tempo, a gente vai percebendo que já passou da hora de dar o cavalo de pau. Não é mais o Roberto Campos Neto. É um presidente indicado pelo Lula que segue a cartilha do mercado, que pouco se importa com o preço do arroz e do feijão no supermercado”, afirmou, referindo-se ao atual presidente do BC, Gabriel Galípolo, sucessor de Campos Neto na presidência do banco, e cobrando mudanças.
Adilson alertou para os recentes dados sobre o endividamento da população, impactado pelos juros altos. “Nós estamos falando dos 84% dos trabalhadores que estão endividados. E o governo precisa pressionar para reduzir a taxa de juros, porque, senão, as medidas, além de compensatórias, vão subtraindo do caixa dos trabalhadores”, frisou Araújo. “A economia real sofre, exigindo uma política voltada ao crescimento sustentável e à geração de empregos”, destacou o líder da CTB.
Para o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves (Juruna), “juros altos travam a economia, impedem o desenvolvimento industrial e limitam o crescimento do país”. “Defendemos uma redução imediata da taxa básica”, disse o sindicalista.
“Queremos políticas econômicas que priorizem o desenvolvimento social e a valorização do trabalho”, afirmou Daniel Bispo Calazans, secretário-geral da CUT São Paulo
O presidente da Nova Central-SP, Luiz Gonçalves (Luizinho), enfatizou que “não haverá crescimento econômico consistente enquanto os juros permanecerem elevados, pois isso trava investimentos, reduz a produção e limita oportunidades”.
Para o diretor da UGT, Josimar Andrade, “taxas de juros elevadas prejudicam o comércio, encarecem o crédito, reduzem o consumo e, consequentemente, afetam diretamente a manutenção e a geração de empregos”.











