“Você está todo enrolado. Você teve relações muito complicadas ao longo da sua vida: Adriano da Nóbrega, vários milicianos que você homenageou, o Queiroz… E agora mais uma relação complicada”, disse o presidente da Embratur
O ex-deputado e presidente da Embratur, Marcelo Freixo, disse que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está “todo enrolado” e “vai ter que explicar” sua amizade com Daniel Vorcaro, que rendeu pelo menos R$ 61 milhões para a produção do filme sobre Jair Bolsonaro.
Em suas redes sociais, Freixo comentou a entrevista de Flávio Bolsonaro na GloboNews, realizada na quinta-feira (14), na qual o senador tentou argumentar que a negociação com Daniel Vorcaro era legal, mas envolvia um “contrato sigiloso”.
“Você está todo enrolado. Você teve relações muito complicadas ao longo da sua vida: Adriano da Nóbrega, vários milicianos que você homenageou, o Queiroz… E agora mais uma relação complicada. Você vai ter que explicar que relação é essa com seu amigo Vorcaro. Você não vai ser presidente, não”, afirmou Freixo.
“Um dinheiro enorme, uma grana que não chegou… Você vai ter que explicar muita coisa. Contrato secreto?”, continuou.
As mensagens trocadas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro revelam que eles negociaram um aporte de R$ 134 milhões vindos do Banco Master supostamente para o filme biográfico de Jair Bolsonaro.
Pelo menos R$ 61 milhões foram enviados para um fundo administrado pelo advogado de Eduardo Bolsonaro, que mora nos Estados Unidos desde o primeiro semestre de 2025. A produtora do filme disse não ter recebido o dinheiro do Master.
Na entrevista à GloboNews, Flávio disse que nunca tinha comentado sobre essa negociação por conta de um contrato de confidencialidade e que optou pelo financiamento de Vorcaro, mas podia ter pego dinheiro na Embratur.
Marcelo Freixo respondeu que esse financiamento público não aconteceria porque “a Embratur tem critério. Lá a gente coloca dinheiro no que promove o Brasil”.
“A imagem do seu pai é um horror para o Brasil por causa da devastação ambiental que ele provocou, por causa da péssima relação diplomática, porque ele colocou o Brasil no Mapa da Fome”, acrescentou Marcelo Freixo.
“Seu pai não promoveu o Brasil. Aliás, tivemos índices horrorosos de visita ao Brasil no governo do seu pai. Agora, no presidente Lula, batemos todos os recordes. O mundo inteiro está querendo conhecer o Brasil, por que você acha que isso está acontecendo agora, mas não aconteceu no governo do seu pai?”, questionou.
Freixo lembrou que Jair Bolsonaro, quando presidente, fechou o Ministério da Cultura, mas seus familiares agora acham importante colocar sua história na cultura brasileira. “Quando seu pai foi presidente, ele acabou com o Ministério da Cultura. Agora, cultura é importante para homenagear um ditador como seu pai, alguém que tentou romper com a democracia brasileira?”, citou.
Marcelo Freixo disse que Jair Bolsonaro não é um “herói nacional” e nem “um cara honesto”. “Ele está preso, inclusive. Seu pai não pode disputar eleição. Seu pai é um herói para você, mas não é um herói para esse país”.











