Aymen Hussein, atacante da seleção do Iraque, que chegou a Chicago no sábado (6) para a disputa da Copa do Mundo FIFA de 2026, foi submetido no desembarque a interrogatório por 7 horas por agentes da fronteira norte-americanos, e só então foi liberado, em mais um episódio da truculência, por parte dos EUA, país sede junto com México e Canadá, para com as equipes estrangeiras.
Segundo denunciou um funcionário do Comitê Olímpico Iraquiano, o fotógrafo da seleção, depois de dez horas assediado pelos agentes de fronteira de Trump, simplesmente teve a entrada barrada no país.
“O fotógrafo da equipe nacional Talal Salah foi mantido por mais de 10 horas, passou por verificações telefônicas semelhantes e, finalmente, teve negada a entrada nos Estados Unidos”. Ele acrescentou que o celular de Hussein foi apreendido pelos agentes.
O time do Iraque vai competir na sua primeira Copa do Mundo depois de 40 anos. Foi Hussein que marcou o gol que garantiu a entrada do país na Copa, 2 a 1 contra a Bolívia.
Em 2008, Hussein perdeu seu pai, morto em um ataque da Al Qaeda;seu irmão foi sequestrado seis anos depois pelo Estado Islâmico e nunca mais foi encontrado.
A embaixada do Iraque em Washington, em postagem na rede social X, relatou como foi o processo de entrada da delegação de 62 pessoas nos EUA. “A embaixada esclarece que todos os membros da delegação entraram nos Estados Unidos em 5 de junho de 2026, sem problemas, com exceção de dois indivíduos que foram submetidos a procedimentos adicionais pelas autoridades de imigração dos EUA relevantes.”
“A embaixada tem acompanhado de perto este assunto”, comunicaram. A seleção iraquiana chegou a Chicago depois de treinar na Espanha antes da Copa do Mundo. Compete no Grupo I contra a França, Senegal e Noruega e vai estrear em 16 de junho em uma partida contra o Noruega.
EMBAIXADA DO IRÃ DENUNCIA EUA POR NEGAR VISTOS À EQUIPE TÉCNICA DA SELEÇÃO
A seleção do Irã teve que ser recebida pelo México depois da recusa do governo norte-americano a deixá-la entrar no país. A dez dias da Copa, o governo do Irã denuncia o tratamento discriminatório por parte dos EUA, que até aqui permitiu a entrada dos jogadores e alguns membros da equipe, mas segue negando visto a membros da diretoria da equipe e da comissão técnica.
O embaixador de Teerã no México, Abolfazl Pasandideh, disse que a equipe iraniana só terá entrada permitida nos Estados Unidos no dia da partida. “Podemos entrar pela manhã e teremos que sair do país no mesmo dia”, explicou o embaixador.
Isso acontece em meio à guerra dos EUA contra o Irã, iniciada pelos americanos em 28 de fevereiro, quando as forças americanas e israelenses realizaram, sem provocação, ataques aéreos contra alvos civis e militares no Irã, matando autoridades iranianas e 120 crianças na escola para garotas de Minab.
O governo Trump eleva a pressão, como se estivesse punindo a delegação iraniana pelo embaraço da recusa do Irã em se submeter ao imperialismo americano e pelo conflitado fechamento do Estreito de Ormuz, uma importante rota comercial por onde passa 20% do petróleo transacionado no mundo.
A seleção do Irã deveria ficar hospedada em Tucson, no Arizona, mas foi forçada a se mudar para Tijuana, devido à intransigência dos EUA. Os iranianos têm três partidas marcadas, duas em Los Angeles, onde vão disputar contra a Nova Zelândia no dia 15 e contra a Bélgica no dia 21. A outra partida vai acontecer em Seattle, no estado de Washington, no dia 26, contra o Egito.
Em resposta a uma declaração do embaixador americano na Turquia, Tom Barrack, segundo a qual vistos foram providenciados para os jogadores iranianos e os membros da comissão técnica, a embaixada do Irã questionou o tratamento discriminatório dos EUA.
“Por que vocês não dizem que os vistos foram negados à maior parte da diretoria e da comissão técnica, a assessores técnicos e a outras pessoas essenciais para a seleção?”, postou a embaixada nas redes sociais. Eles classificaram o tratamento dado pelos americanos como “deliberado e discriminatório contra a seleção nacional de futebol do Irã no seu nível mais alto”.
Um dos que teve o visto negado foi o presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj. Em comunicado a entidade descreveu a decisão de Washington como uma “interferência política no esporte em sua pior forma”.
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