O escândalo do Master, a bajulação e a oferta do PIX a Trump e a promessa de doar todas as terras raras brasileiras aos gringos fizeram desmoronar a máscara e a demagogia da famíglia Bolsonaro
As revelações mais recentes sobre o envolvimento da família Bolsonaro com o escândalo do Banco Master desmoralizaram o discurso falso-moralista da extrema direita no Brasil. A fala mansa de Flávio com Daniel Vorcaro, captada por um áudio, foi demolidora. Quanto mais ele tentou explicar mais afundou.
A alegação de que não havia dinheiro público envolvido se desmoralizou em menos de uma semana. O Banco Master repassou a Flávio R$ 61 milhões de um total de R$ 134 milhões acertados. O dinheiro era público. O rombo que o banco de Vorcaro deu no país – mais de R$ 50 bilhões – desviou dinheiro de aposentados, servidores públicos, bancos públicos, etc.
Não foi só dinheiro público que foi desviado para abastecer o esquema bolsonarista. A empresa Entre Participações, que enviou os R$ 61 milhões de Vorcaro para os EUA, a pedido de Flávio, recebeu recursos do fundo Gold Style, que foi liquidado pelo Banco Central por crimes contra o sistema financeiro..
Este fundo, que fez as transações com a Entre Participações, é o mesmo que recebeu valores do BK Bank, considerado “banco paralelo” do PCC. Foram R$ 133,6 milhões. A BK Bank é uma das principais investigadas na Operação Carbono Oculto, que apura a infiltração do PCC no mercado financeiro. O Gold Style repassou R$ 20 milhões para a Entre. Ou seja, teve também recurso de lavagem de facções criminosas.
As ligações de Flávio com o crime já são conhecidas há muito tempo. Ele acoitou em seu gabinete, quando era deputado estadual no Rio, a mãe e a mulher de um dos maiores assassinos e chefes de milícias do Rio. Adriano da Nóbrega, chefe de milícia e do Escritório do Crime – que matou Marielle Franco -, foi homenageado por Flávio. Ele contratou a família de Adriano como funcionárias fantasmas no esquema de rachadinha de seu gabinete.
Mas os elos do atual senador não ficaram só com as milícias. Três de seus principais aliados no Rio estão presos por trabalharem para o Comando Vermelho. São eles, Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj, e candidato de Flávio ao governo, e mais dois secretários de Estado do governo do Rio, indicados pelo senador na gestão Cláudio Castro. O ex-secretário de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca, e o ex-Secretário Estadual de Esportes, Alessandro Pitombeira Carracena, Todos indicados por Flávio e todos presos por atuarem para o CV. Isso sem falar do ex-vereador TH Joias, amigo de Flávio e traficante de armas do CV.
Do submundo do crime, o fascismo bolsonarista – como ocorre com todo fascismo da periferia do sistema capitalista – se configurou também como serviçais rastejantes dos interesses imperialistas dos Estados Unidos no Brasil. Jair já havia começado antes a bajular os EUA, mas Flávio Bolsonaro e seu irmão, Eduardo, que foi morar nos EUA, traíram ainda mais escandalosamente o Brasil.
Eles apoiaram e aplaudiram as tarifas impostas unilateralmente por Trump contra os produtos brasileiros. Flávio chagou ao cúmulo de ir ao Texas, para um encontro com a extrema-direita americana, e ofereceu as terras raras, o petróleo e tudo mais que Donald Trump quiser saquear do Brasil.
Mais recentemente, os dois se humilharam diante de Trump e pediram que novas tarifas fossem aplicadas contra o Brasil. Pediram também mais sanções contra o Brasil. Mais do que isso, ofereceram o PIX, sistema de pagamento brasileiro que é gratuito, para o Casa Branca. Trump é contra o PIX porque ele é gratuito e atrapalha os lucros das empresas americanas, Visa e Mastercard, que cobram altas taxas e ganham fortunas em suas operações no Brasil.
Em suma. O Bolsonarismo representa o submundo do crime e serve de capacho e serviçal para o assalto imperialista ao Brasil. Essas evidências, que eram abafadas por sua demagogia, estão sendo detonadas. As pesquisas eleitorais mostrando a derrocada de Flávio, até mesmo entre evangélicos, é a prova de que a sociedade brasileira está percebendo mais claramente s que os interesses da família Bolsonaro são frontalmente contrários aos interesses do Brasil. Ou seja, o bolsonarismo não passa de sinônimo de corrupção, criminalidade e de traição à pátria.
SÉRGIO CRUZ











