O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) acionou a Interpol para que Flávio Bolsonaro e outros produtores do filme “Dark Horse” sejam investigados por lavagem de dinheiro transnacional envolvendo os R$ 61 milhões enviados por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
“Acionamos a Interpol contra a família Bolsonaro. Acabamos de entrar, agora é Interpol. Lavagem de dinheiro transnacional”, informou o parlamentar no domingo (31).
O documento enviado por Lindbergh Farias à Interpol faz um “pedido de cooperação penal internacional para apuração de possível lavagem de dinheiro, ocultação de beneficiários finais e triangulação transnacional de recursos relacionados ao financiamento do filme Dark Horse”.
O deputado diz que a investigação deve apurar se a produção do filme “Dark Horse”, uma biografia de Jair Bolsonaro, foi um “instrumento de circulação, estratificação ou integração de recursos, inclusive mediante transferência internacional, contratação de prestadores estrangeiros, custódia em jurisdição intermediária e eventual utilização dos valores para despesas pessoais, políticas, jurídicas ou comunicacionais no exterior”.
Ele considera “fundamental” a investigação para o caso o envio de pelo menos R$ 61 milhões de Daniel Vorcaro para os Estados Unidos para um fundo controlado por pessoas ligadas a Eduardo Bolsonaro, ex-deputado e irmão de Flávio.
Além disso, destaca que Eduardo Bolsonaro e a Go Up Entertainment, produtora do filme, buscaram uma empresa na Hungria, a Freeway Cam B.V., para intermediar o recebimento de fundos para o filme biográfico de Jair. Eles queriam que, dessa forma, os nomes dos “investidores”, como Daniel Vorcaro, permanecessem escondidos.
Lindbergh cita no documento a Go Up Entertainment, a Freeway Cam, o fundo Havengate Development, o dinheiro enviado por Daniel Vorcaro e outras empresas que estão ligadas ao esquema.
Em vídeo publicado nas redes, o deputado diz que “tem um contrato feito na Hungria assinado com uma empresa holandesa também sobre o fundo”.
“E olha, tem um país, Bahrein. Olhem que no Bahrein tem mais coisas. Então agora é Interpol. A Interpol para ir para cima para ver, rastrear toda essa movimentação financeira criminosa de Flávio e Eduardo Bolsonaro”, completou.











