Dino rebate “distorções monumentais” que usam métodos fascistas contra ele e o STF

Ministro do STF, Flávio Dino (Foto: Rosinei Coutinho - STF)

Grupos acessaram ilegalmente sistemas de uso restrito sobre veículos e deslocamentos relacionados a Flávio Dino

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), sofreu ameaças de grupos fascistas que cometeram crimes e, ao serem acionados pela Justiça, alardeiam que estão se sendo vítimas de perseguição. Aliás, esse é o modus operandi típico de fascistas.

Luís Pablo Conceição Almeida e o ex-secretário de Segurança do Maranhão, Raimundo Cutrim, são os dois políticos do Maranhão que fazem as ameaças a Dino. Raimundo Cotrim acessou ilegalmente sistemas de uso restrito sobre veículos e deslocamentos relacionados a Dino e repassou os dados a Luís Pablo. Na ocasião, o ministro não só desmentiu as aleivosias contra ele como pediu investigações sobre o caso.

A apuração da Polícia Federal acabou encontrando também conexões de Cutrim com outro inquérito, relacionado ao assassinato do empresário João Bosco Sobrinho, ocorrido em 2022.

Cutrim aparece na investigação sobre o homicídio sob suspeita de atuação para ocultar o envolvimento de políticos. A apuração desse caso chegou ao Supremo e ficou sob relatoria de Dino. O monitoramento do ministro e de sua família teria começado posteriormente.

Depois de cometer os crimes contra Flávio Dino, os meliantes alegaram que o STF teria desrespeitado o sigilo da fonte. Algumas entidades caíram na provocação e protestaram contra o STF.

Flávio Dino afirmou nesta quinta-feira (13) que as limitações impostas pela magistratura o impedem de participar cotidianamente de debates públicos e fazem com que tenha de permanecer em silêncio diante do que classifica como “agressões e injustiças”, “distorções monumentais” e “interpretações absurdas”.

A manifestação ocorre em meio à repercussão sobre a investigação de Luís Pablo Conceição Almeida e de Raimundo Cutrim.

Sem citar nominalmente os meliantes, Dino escreveu que sua condição atual de ministro do Supremo restringe a possibilidade de responder publicamente às controvérsias nas quais seu nome aparece.

“Como já tive oportunidade de esclarecer, a minha atual função de juiz impede-me de participar cotidianamente de ‘apaixonados’ debates públicos. Isso inclui suportar calado agressões e injustiças, assistir a distorções monumentais quanto a fatos, acompanhar perplexo a exposição de interpretações absurdas.”

Dino comparou a postura exigida atualmente com períodos anteriores de sua trajetória, quando ocupava cargos políticos e tinha maior liberdade para entrar no debate público.

“Em outras funções podia me pronunciar abertamente, com mais frequência. Agora isso pode até acontecer, mas muito excepcionalmente. Faz parte do ônus do meu ofício. E assumo tal ônus com gosto, em face da responsabilidade com que exerço a jurisdição.”

Ao encerrar a publicação, o ministro recorreu à própria trajetória no serviço público como resposta às críticas. “De todo modo, a minha biografia e a minha atuação profissional, em 37 anos de serviço público, são a minha maior defesa.”

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