Educação municipal de São Paulo inicia greve contra reajuste salarial abaixo da inflação

Assembleia realizada nesta terça-feira (28), aprovou a greve. Foto: Sinesp

Após o anúncio da Prefeitura de São Paulo de reajuste de 3,51% dividido em duas parcelas para os educadores e sem respostas para as reivindicações relativas às condições de trabalho, os profissionais da educação municipal entraram em greve na terça-feira (28).

Segundo o Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (SINPEEM), o valor do reajuste oferecido pelo prefeito Ricardo Nunes, dividido em 2% em maio de 2026 e 1,48% em maio de 2027, “é ridículo”, e não contempla a reivindicação dos docentes, de, no mínimo 5,4%, mais aumento real de 10%.

“O prefeito Ricardo Nunes apresentou sua resposta absurda após meses de campanha salarial e manifestações: 3,51% de reajuste parcelado em duas vezes. É para matar os profissionais de educação de raiva! Com inflação acima de 4%, perdas salarias acumuladas, as escolas com imensas dificuldades no funcionamento, profissionais adoecidos, essa é a resposta do Governo. Com esse reajuste ínfimo, a categoria aprova greve e data para nova manifestação e assembleia”, afirma o professor Claudio Fonseca, presidente do Sindicato.

A categoria também reivindica incorporação de abonos aos salários; pagamento de quinquênios e sexta parte, além de realização de concursos públicos, melhores condições de trabalho nas escolas, redução da jornada do quadro de apoio e fim de terceirizações.

De acordo com sindicato, a decisão pela greve aconteceu após mais uma longa reunião da Coordenação das Entidades Sindicais Específicas da Educação (Coeduc), composta pelo SINPEEM, SEDIN e SINESP com representantes das Secretarias Municipais de Educação (SME) e de Gestão (Seges) para discutir a pauta de reivindicações unificada, sem uma resposta satisfatória.

Os professores também lutam por melhorias estruturais nas escolas, a superlotação das salas de aula, déficit de funcionários, dificuldades na educação inclusiva, que geram impactos na saúde dos trabalhadores. Segundo o sindicato, esses fatores comprometem a qualidade do ensino e aumentam a pressão sobre os servidores.

“O governo não apresentou nada de concreto. Apenas se comprometeu em continuar realizando reuniões para discutir as nossas reivindicações”, afirma o sindicato.

A próxima assembleia da categoria, com outro ato em frente à Secretaria Municipal de Educação, com caminhada até a Prefeitura, será realizada no dia 06/05, às 10 horas.

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