Em 24 horas, Israel assassinou 51 civis no Líbano

Atacar ambulâncias que vieram resgatar civis feridos é prática constante dos genocidas de Israel (AA)

Nas últimas 24 horas as forças de Israel, que invadiram o sul do Líbano, mataram 51 libaneses, incluindo dois trabalhadores da saúde, comunicou o Ministério da Saúde do Líbano.

“O inimigo israelense continua a violar as leis internacionais e as normas humanitárias, acrescentando mais crimes contra os paramédicos, já que visava diretamente dois pontos da Autoridade de Saúde em Qalawiya e Tibnin, distrito de Bint Jbeil, em duas incursões”, comunicou o ministério.

Mesmo com um cessar-fogo, anunciado em 16 de abril, que Israel constantemente desrespeita, as forças israelenses mataram mais de 2.727 pessoas no Líbano e deixaram cerca de 8.438 pessoas feridas. Mais de 1,2 milhão de libaneses, cerca de 20% da população do Líbano, ficaram desalojados, sem moradia, pela invasão israelense, suas ameaças e destruição no sul do país.

A ONU comunicou que até o momento 103 trabalhadores médicos libaneses foram mortos por Israel e 203 ficaram feridos em mais de 103 ataques perpetrados por Israel.

Em entrevista à rede de notícias Al Jazeera, Ali Safiuddin, chefe da Defesa Civil Libanesa em Tiro, no sul do Líbano, relatou as condições que equipes médicas e de resgate convivem diariamente em meio à matança imposta por Israel.

“Estamos sob ameaça a cada segundo, todos os dias”, ele disse. “Nós nos perguntamos se vamos sobreviver ou se vamos morrer, sabemos que já desistimos de nossas vidas trabalhando aqui. Perdemos tantas pessoas e parece que já fomos embora também.”

“Costumávamos ver nossos colegas em Gaza entrando pela porta o tempo todo. Já tive colegas, enfermeiros, estudantes de medicina mortos por armas israelenses e, por isso, ver a mesma política de mirar em profissionais de saúde no Líbano… é consistente”, disse o Dr Tahir Mohammed, médico cirurgião que trabalhou em Gaza e no Líbano.

“Se Israel pudesse, eles ocupariam absolutamente toda a região sul do Líbano, e fariam isso amanhã. Eles não se importam com a vida. Eu vi com meus próprios olhos”, acrescentou.

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