A Força Aérea Brasileira lançou, na quarta-feira (1º de julho), o Túnel Hipersônico T5, que permite pesquisas avançadas em engenharia aeroespacial, e a primeira unidade de geração de energia elétrica movida a etanol 100% brasileira.
Para o comandante da FAB, o tenente-brigadeiro Marcelo Kanitz Damasceno, essas “são iniciativas que reforçam nossa soberania tecnológica e evidenciam o potencial da integração entre governo, academia e indústria para transformar conhecimento em capacidade para o país”.
O Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) lançou o Túnel de Choque Hipersônico T5 no Instituto de Estudos Avançados (IEAv), em São José dos Campos (SP).
O T-5 será utilizado para realizar testes do veículo hipersônico brasileiro 14-X, representando um salto tecnológico para o setor aeroespacial brasileiro, diz o site Defesa Sul Global.
A instalação, de 50 metros de comprimento, consegue soprar ar em altas velocidades para que sejam feitos estudos na área de engenharia aeroespacial. Maior do que os modelos anteriores, o T5 cria um ambiente muito próximo do encontrado em operações reais e permite testes em escala real.
Dessa forma, projetos ficam mais seguros e confiáveis antes de irem para os voos de testes.
Segundo o comandante Damasceno, “ao investir em uma estrutura dessa magnitude, uma das mais avançadas do hemisfério sul, o Brasil reafirma sua disposição de atuar na vanguarda de pesquisa espacial, preparando-se desde já para responder aos desafios tecnológicos que marcarão as próximas décadas”.

O presidente Lula tem dado declarações no sentido de que o Brasil precisa fortalecer suas capacidades de defesa e apoiar a indústria nacional do setor. Para ele, o tema da defesa nacional é “extremamente urgente e prioritário” e estará presente em seu plano de governo.
Na mesma solenidade em que foi lançado o T5, a Aeronáutica apresentou a primeira unidade de geração de energia elétrica movida a etanol com turbina a gás 100% nacional.
O Projeto UGEE1000BR, de acordo com a FAB, “constitui um demonstrador tecnológico inédito no País e representa um importante avanço no desenvolvimento de soluções nacionais para geração de energia”.
“O projeto evidencia a capacidade brasileira de conceber tecnologias estratégicas de elevada complexidade, contribuindo para o fortalecimento da Base Industrial de Defesa e para a ampliação da autonomia tecnológica nacional”, acrescenta a FAB.
A cerimônia foi presidida pelo Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno, e contou com a presença do Comandante-Geral de Apoio, Tenente-Brigadeiro do Ar Valter Borges Malta; do Diretor-Geral do DCTA, Tenente-Brigadeiro do Ar Mauro Bellintani; além dos Oficiais-Generais do DCTA, Comandantes, Chefes e Diretores da Guarnição de Aeronáutica de São José dos Campos (GUARNAE-SJ). Teve a participação ainda do professor da Escola Superior de Guerra (ESG), Ronaldo Carmona.










