Cercado pelo presidente Lula, pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e diversas lideranças que compõem a Federação Brasil da Esperança e o campo progressista do país, Fernando Haddad (PT) foi lançado neste sábado ao governo de São Paulo.
A convenção oficializou a chapa que conta com Márcio França (PSB) como candidato a vice, e também os nomes de Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) como candidatas ao Senado.
O ex-ministro da Fazenda discursou afirmando que a eleição de outubro representa “recuperar e restituir São Paulo aos paulistas” e lembrou os eventos de caos nos trens vividos pela população na última semana, centrando sua fala em críticas às privatizações do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos).
“As privatizações feitas a toque de caixa, tanto a Sabesp, quanto o Metrô e a CPTM, entregues a empresas sem a menor experiência nesses ramos de atividade. E a água está faltando na torneira, quando chega, chega suja, e a conta d’água subindo todo ano, ao contrário do que ele próprio prometeu”, afirmou.
Haddad também lembrou da pandemia e como ela foi [não] administrada pelo então presidente Jair Bolsonaro, citando as “mais de 700 mil mortes”, observando que o Brasil, com 2% da população mundial, chegou a responder por “mais de 10% das mortes por Covid”.
Sobre o desempenho econômico do maior estado do país sob a gestão de Tarcísio, o candidato citou o crescimento do PIB de apenas 0,4% nos últimos 12 meses, frente à média nacional de 2% e ainda criticou o declínio nos indicadores de alfabetização e do ensino médio integral no estado. “Como é que o Estado pode estar feliz crescendo um quarto do que cresce o país?”, questionou Haddad.
Falando sobre dados de segurança pública, Fernando Haddad disse que “20% de todos os celulares roubados no país são roubados na cidade de São Paulo” e ressaltou que o comando da Polícia Militar, após a nomeação do atual comandante-geral por Tarcísio, estaria “contaminado pelo crime organizado”.
Ele também denunciou o aumento dos casos de feminicídio em São Paulo, que tiveram aumento de 10% no Estado, na contramão da média brasileira, que registrou queda de 2,5%.









