“Flávio é batedor de carteira. Eles queriam era lavar dinheiro”, diz o deputado e pastor Otoni

Deputado Otoni de Paula (PSD-RJ) (Foto: Bruno Spada - Câmara dos Deputados)

“Um tapa na cara da direita brasileira. É isso que o senhor Flávio Bolsonaro fez com todos nós”

O deputado federal Otoni de Paula (PSD-RJ) afirmou que é “um tapa na cara da direita brasileira” a negociação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, por R$ 134 milhões.

“Sabe o que eles queriam fazer? Usar o filme do pai para lavar dinheiro, para lavanderia”, denunciou Otoni de Paula.

Na avaliação de Otoni, o filme sobre Jair Bolsonaro serviria somente para lavar o dinheiro entregue pelo banqueiro à família do ex-presidente.

“Um tapa na cara da direita brasileira. É isso que o senhor Flávio Bolsonaro fez com todos nós. Um tapa. Um tapa na nossa cara”, criticou o deputado em discurso na Câmara.

“Eu sou do Rio, eu já sabia que isso ia estourar em algum momento. Porque Flávio é batedor de carteira”, continuou.

“O camarada pede para patrocinar o filme do pai dele [com] quase cinco vezes mais o que custou ‘O Agente Secreto’ e três vezes mais do que custou o filme ‘Ainda Estou Aqui’”, explicou.

As mensagens e áudios divulgados pelo Intercept mostram que Flávio Bolsonaro negociou com Daniel Vorcaro a entrega de R$ 134 milhões para a gravação de “Dark Horse”, um filme sobre Jair Bolsonaro. Pelo menos R$ 61 milhões foram efetivamente entregues.

O filme “O Agente Secreto”, estrelado por Wagner Moura e que concorreu ao Oscar em quatro categorias, teve um orçamento de R$ 28 milhões.

Já “Ainda Estou Aqui”, com Fernanda Torres e Fernanda Montenegro, que venceu o Oscar de Melhor Filme Internacional, custou aproximadamente R$ 45 milhões.

“Sabe o que eles queriam fazer? Usar o filme do pai para lavar dinheiro, para lavanderia”, denunciou Otoni de Paula.

“Infelizmente, é o que está acontecendo com o bolsonarismo. Respeite a direita. Direita é direita. Bolsonarismo é isso que estamos vendo”, completou o parlamentar.

Quando foi questionado pela primeira vez sobre o financiamento do Banco Master ao filme de Jair Bolsonaro, Flávio disse que era mentira. Depois, passou a dizer que era somente um filho pedindo financiamento privado para o filme do pai.

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