Novo Desenrola renegocia R$ 20 bi em dívidas

Desenrola Brasil foi lançado pelo governo Lula para ajudar as famílias endividadas. (Foto: Ministério da Fazenda)

Mais da metade dos endividades quitaram dívidas à vista

A Casa Civil apresentou nesta quarta-feira (3) um balanço do novo Desenrola Brasil, programa do governo federal criado para reduzir o alto endividamento das famílias. A nova versão do programa, lançada no início de maio, renegociou R$ 20 milhões, reduzindo o estoque de dívidas dos brasileiros para R$ 2,7 bilhões. 

Voltado para pessoas endividadas com o sistema bancário e renda mensal de até cinco salários mínimos, o Desenrola contemplou 1,4 milhão de dívidas, com desconto médio de 85% sobre o valor original devido, segundo informou a minista da Casa Civil, Miriam Belchior, durante reunião ministerial com o presidente Lula.

“Mais da metade, 854 mil (endividados), com o desconto obtido, puderam quitar à vista a dívida”, destacou a ministra.

Braço do programa, o Desenrola das Famílias, também lançado em maio, refinancia dívidas atrasadas entre 90 dias e dois anos com o cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal. Nessa modalidade, os descontos do programa variam entre 30% e 90%, com taxa de juros máxima de 1,99% ao mês e prazo de pagamento de até 48 meses. Também é permitido ao trabalhador utilizar até 20% do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), ou R$ 1 mil, o que for maior, para quitar parcial ou integralmente as dívidas.

No Desenrola do Fies, voltado para jovens que usaram o financiamento estudantil, foram realizadas 82 mil renegociações. Já o Desenrola das Empresas renegociou R$ 11 bilhões em dívidas, em 85 mil operações.

De acordo com a ministra Miriam Belchior, o governo também prepara uma nova modalidade do programa destinada a pessoas que mantêm as contas em dia, mas enfrentam dificuldades.

“Temos a próxima entrega, que é o Desenrola Adimplentes. Vamos ajudar quem paga em dia, mas sua muito para isso, para entrar com essa proposta para ajudar quem paga em dia”, afirmou a ministra Miriam Belchior.

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