“Flávio se ajoelhou para Trump e isso pode resultar no fim do PIX”, diz Jandira

Deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) (Foto: Richard Silva - PCdoB na Câmara)

A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), líder da bancada da legenda na Câmara, afirmou que Flávio Bolsonaro “se ajoelhou diante de Trump” pedindo que os EUA classificassem o PCC e o CV como terroristas e colocou em risco o PIX, que está sob a mira dos americanos.

“Não espalharam fake news dizendo que Lula acabaria com o PIX? Pois foi Flávio Bolsonaro quem se ajoelhou diante de Trump para que impusesse uma medida que pode resultar no fim do PIX. Esse é o fato”, comentou a parlamentar em suas redes sociais.

O governo dos Estados Unidos passou a classificar as facções criminosas PCC e CV como organizações terroristas, numa ingerência absurda nos assuntos brasileiros, e está acusando o PIX de ser uma forma de financiamento delas.

O Palácio do Planalto divulgou uma nota afirmando que medidas de Donald Trump, que conta com o apoio de Flávio Bolsonaro, podem “afetar nosso sistema financeiro e inovações nacionais como o PIX, que incomodam interesses estrangeiros”.

“A segurança da nossa população é importante demais para ser manipulada politicamente por traidores que tentam confundir esses conceitos. Por falsos patriotas, envolvidos com o crime organizado, que pedem a autoridades estrangeiras a interferência em assuntos brasileiros”, declarou o governo Lula.

Sobre narcotráfico, é bom lembrar que Donald Trump deu perdão presidencial e libertou o ex-presidente traficante de Honduras, Juan Orlando Hernández, em dezembro de 2025. Hernández cumpria uma pena de 45 anos em uma prisão federal dos EUA por acusações de narcotráfico.

O ministro da Fazenda do Brasil, Dario Durigan, comentou que “o PIX é o maior símbolo da soberania financeira do Brasil”.

“A gente sabe que tem outros interesses, interesses privados e corporativos, que se incomodam com o PIX porque ele é grátis, sem burocracia, as pessoas entenderam e utilizam o PIX. Tem corporações que gostariam de voltar a ser intermediárias e cobrar uma taxa da população brasileira”, continuou.

“O PIX, se for acusado de ser instrumento do crime organizado, pode estar sob ameaça. O que nós vamos fazer é garantir que o PIX siga funcionando no Brasil, disponível a toda a população”, completou.

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