“Atacar jornalistas, obstruir o acesso a eles por equipes de socorro e até mesmo atacar suas localizações novamente após a chegada dessas equipes constitui crimes de guerra”, primeiro ministro libanês, Nawaf Salam, em postagem na rede social X
Nesta quinta-feira, autoridades libanesas responsabilizaram Israel pelo assassinato da jornalista Amal Khalil do jornal libanês Al Akhbar, no sul do país.
Drone da força de ocupação e extermínio de Netanyahu a executou. A jornalista libanesa, , tinha 42 anos.
““Os ataques de Israel aos trabalhadores da mídia no sul enquanto eles exercem suas funções profissionais não são mais incidentes isolados, mas se tornaram uma abordagem estabelecida que condenamos e rejeitamos, assim como todas as leis e convenções internacionais,” denunciou Nawaf Salam.
O primeiro-ministro libanês acrescentou, que “o Líbano não poupará esforços para perseguir esses crimes perante os fóruns internacionais competentes”.
Mesmo com o cessar fogo de 10 dias em vigor desde sexta-feira, Israel continuou a bombardear alvos civis no território libanês. Quando as forças israelenses bombardearam um carro na frente deles, Amal Khalil e outro jornalista, Zeinab Faraj, foram procurar refúgio em uma casa em Al-Tiri, um vilarejo no sul do Líbano; o ataque a eles prosseguiu.
“”Israel deliberadamente tem como alvo jornalistas, a fim de esconder a verdade sobre seus crimes contra o Líbano”, disse o presidente do Líbano, Joseph Aoun.
“Assassinato de jornalistas é um crime e uma violação flagrante do direito internacional e humanitário”, disse o ministro da Informação do Líbano, Paul Morcos.
O Ministério da Saúde libanês comunicou que o jornalista Faraj, ficou ferido no ataque e foi levado para um hospital local, enquanto Khalil ficou presa embaixo de escombros. Um socorrista da Cruz Vermelha libanesa disse que eles conseguiram resgatar Faraj, não conseguiram alcançar Khalil e que eles tiveram que se retirar por causa de ataques aos socorristas pelas forças israelenses.
O Ministério também acusou Israel, nesta quinta-feira, de “obstruirem operações de resgate” e “alvejarem uma ambulância claramente com o símbolo da Cruz Vermelha”.
Autoridades do Líbano tiveram que recorrer às forças de paz da ONU, lotadas no sul do Líbano e levaram várias horas para equipes de resgate conseguirem se aproximar do lugar em que estava Khalil, para enfim poderem recuperar seu corpo.











