“O governo terá um programa de apoio aos que aqui estão labutando, trabalhando e que tenham problemas”, disse o ministro Geraldo Alckmin
O governo vai se reunir nesta terça-feira (21) com representantes dos setores mais atingidos pelas novas tarifas impostas pelo governo Trump. O objetivo é discutir soluções que protejam as empresas dos impactos da medida. A tarifa de 25% entra em vigor nesta quarta-feira (22).
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, conduzirá as discussões acompanhado pelo Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e pelo Ministério da Fazenda.
Na quinta-feira (16), Alckmin afirmou que o governo federal vai lançar programa de apoio para os setores econômicos que forem prejudicados pelo tarifaço.
“O governo terá um programa de apoio aos que aqui estão labutando, trabalhando e que tenham problemas”, disse. Entre as medidas avaliadas, estão a ampliação dos instrumentos do Plano Brasil Soberano, o apoio financeiro às empresas e o reforço das ações de promoção comercial para a abertura de novos mercados.
As empresas mais atingidas pertencem aos setores de madeira, máquinas e equipamentos elétricos, móveis, produtos cerâmicos, calçados e açúcar. Cerca de 18% das exportações brasileiras para os EUA serão afetadas.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo Lula deverá adotar postura semelhante à que foi adotada quando Trump anunciou um primeiro tarifaço, em julho de 2025. “O governo brasileiro não vai deixar os agricultores, os empresários e as famílias brasileiras na mão, nós vamos fazer uma avaliação sempre cuidadosa pelo compromisso de futuro e pelo compromisso fiscal”, frisou.
Produtos como café, carne bovina, peixe, terras-raras e laranja ficarão fora do novo tarifaço. Eles são considerados essenciais para a cadeia de consumo americana, buscando evitar aumento nos preços internos, como aconteceu no tarifaço anunciado em 2025.
O pretexto usado pelo governo Trump para o tarifaço de 25% sobre as importações brasileiras seriam distorções na balança comercial. O governo brasileiro contestou a alegação apresentando números que comprovam que o Brasil não pratica barreiras contra produtos dos EUA. Ao contrário. O Brasil é um dos poucos países do mundo que tem saldo comercial negativo com os EUA.
O governo norte-americano está também contra o PIX, sistema de pagamento gratuito desenvolvido no Brasil. Eles alegam que o sistema faz parte das práticas consideradas “desleais, discriminatórias e irrazoáveis”. A reclamação é de que empresas americanas como Visa e Mastercard estariam perdendo dinheiro. Estas empresas cobram taxas por suas operações financeiras e faturam cerca de R$ 20 bilhões por ano no Brasil.










