O Ministério da Saúde de Gaza informou que pelo menos 33 palestinos foram mortos em ataques israelenses na Faixa desde quarta-feira (27), a véspera do Eid al-Adha, que é um importante feriado no mundo muçulmano. No sábado (30), um parque infantil em Gaza foi alvo de ataques aéreos israelenses e vídeos mostram destruição, equipamentos danificados e sangue no chão.
Relatos de moradores registrados pelo site Hispantv indicam mortes e vários feridos após o ataque, embora ainda não tenham sido informados detalhes das vítimas. O atentado faz parte de uma série de bombardeios israelenses em Gaza que atingem repetidamente infraestruturas civis, incluindo áreas frequentadas por crianças e famílias, no decorrer das atrocidades generalizadas cometidas durante o genocídio israelense no enclave.
NETANYAHU ORDENA TOMADA DE 70% DE GAZA
Nesse quadro, na quinta-feira (28), o primeiro-genocida Benjamin Netanyahu, procurado pelo Tribunal Penal Internacional, afirmou ter ordenado às forças armadas israelenses que assumissem o controle de 70% da Faixa de Gaza como um “ponto de partida”, forçando aproximadamente 2 milhões de palestinos a se refugiarem em uma fração cada vez menor do território devastado do enclave costeiro.
Israel violou o cessar-fogo que entrou em vigor em outubro mais de 3.000 vezes, matando centenas de pessoas e bloqueando a entrada de ajuda humanitária essencial. 929 palestinos foram mortos e 2.786 ficaram feridos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza.
Segundo as autoridades médicas, o número de mortos inclui 247 crianças e 191 mulheres, enfatizando que as vítimas civis representam uma parcela significativa dos mortos desde o início do cessar-fogo.
O Ministério indicou que abril de 2026 foi o mês mais letal desde o cessar-fogo, com aproximadamente 117 mortes registradas e mais de 50 desaparecidos, em comparação com 79 em março. Acrescentaram que os bombardeios e o número de vítimas continuaram a aumentar ao longo de maio.
ONU: “PADRÃO IMPLACÁVEL DE ASSASSINATOS” DE ISRAEL
O chefe de direitos humanos das Nações Unidas, Volker Turk, condenou os recentes ataques de Israel na Faixa de Gaza, afirmando que “o padrão implacável de assassinatos” reflete a “impunidade generalizada” de Israel.
“Palestinos ainda estão sendo mortos e feridos no que restou de suas casas, abrigos e tendas de famílias deslocadas, nas ruas, em veículos, em instalações médicas e em salas de aula”, denunciou Turk.
A guerra genocida de Israel em Gaza, que começou em 7 de outubro de 2023, resultou na morte provada de mais de 72.800 palestinos e deixou mais de 172.800 feridos, segundo as autoridades palestinas.











