Ataques israelenses contra o Líbano no sábado (15) mataram pelo menos 11 pessoas, entre elas três crianças e duas mulheres, afirmou a agência de notícias estatal libanesa, ANN. Dezenove pessoas ficaram feridas, das quais 11 mulheres e duas crianças.
Sete foram mortos pelo bombardeio da aviação israelense a uma casa na cidade de Ansar, no sul do país, enquanto outros quatro perderam a vida em um ataque à cidade de Deir El Zahrani.
As autoridades libanesas condenaram os ataques. “Os mártires do ataque israelense à cidade de Ansar não são ‘infraestrutura militar’, e as mulheres e crianças mortas não são alvos militares”, disse o primeiro-ministro Nawaf Salam em um comunicado divulgado no domingo.
As forças de ocupação também bombardearam a área de Ali al-Taher e realizaram dois ataques aéreos nas proximidades do Instituto de Formação de Professores e do Clube Husseini, na cidade de Nabatieh al-Fawqa.
Um ataque aéreo israelense também teve como alvo os arredores da cidade de Kfar Roummane, em direção às colinas de al-Dabsha. A artilharia israelense também bombardeou a cidade de al-Mansouri, no distrito de Tiro.
Desde que Israel retomou os ataques em 2 de março, já assassinou 4.300 pessoas. O ataque aéreo israelense contra um vale próximo a Ansar representou a maior penetração em território libanês em dois meses, segundo analistas.
Em comunicado, o Hezbollah afirmou que os ataques contra o Líbano “receberão a resposta que merecem”.
O movimento de resistência islâmica denunciou os ataques como um “massacre brutal” contra civis, acusando a ocupação israelense de acrescentar mais um capítulo ao seu histórico de ataques contra o Líbano, incluindo a destruição de casas, a demolição de terras agrícolas e a devastação de vilarejos.
Os ataques mais recentes, disse o Hezbollah, sinalizam uma expansão deliberada de agressão da ocupação israelense, com áreas civis cada vez mais sob fogo. Essa escalada demonstra a determinação do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em prolongar a guerra para fortalecer sua posição política interna, avançar seus interesses eleitorais e apaziguar a extrema-direita, dizia o comunicado.
Nesse contexto, as autoridades libanesas deveriam seguir todas as vias disponíveis para deter os ataques, sustentou o Hezbollah, exortando a abandonar o curso “humilhante” das negociações diretas e se recusar a fazer concessões unilaterais diante dos contínuos ataques e ameaças israelenses contra o Líbano.
Com informações de Al Mayadeen











