Em 24 horas, mais nove palestinos mortos, inclusive duas crianças, Malik e Rayan, de oito e três anos respectivamente, além de 40 feridos
Em Gaza, que as organizações de direitos humanos consideram ser maior campo de concentração a céu aberto do mundo, as forças de ocupação israelenses mataram em 24 horas mais nove palestinos, inclusive uma criança de oito anos, Malik Wael Abu Shaweesh, e outra de três anos, Rayan, além de ferirem mais 40. Com isso, segundo as autoridades médicas palestinas e as agências de notícias, o total de palestinos mortos em pleno cessar-fogo, oficialmente instaurado em outubro passado, já chega a 1045, enquanto o total das violações da trégua – que se repetem diariamente – é de 3380.
A morte do menino Malik, na segunda-feira (29), foi informada pelo Hospital Al Aqsa, tendo sido causada por um drone israelense, que atacou um grupo de civis, matando mais duas pessoas e ferindo várias.
Os militares israelenses confirmaram terem feito esse ataque aéreo no centro de Gaza, supostamente contra “alvos do Hamas”.
A morte de Rayan foi nesta terça-feira (30): ele acompanhava o pai, Abu al-Ajeen, em direção à tenda que hoje lhes serve de residência. O tiro acertou a testa da criança e, com o filho sangrando em seus braços, o pai disse aos soldados israelenses que seu filho estava morrendo e pediu que chamassem uma ambulância. Os facínoras fizeram exatamente o contrário, proibindo o socorro de chegar ao local.
Um bebê de um ano e meio foi atingido na mão por um disparo israelense, mas sobreviveu, segundo as redes sociais.
“Uma criança palestina de um ano e meio foi baleada na mão direita pelas forças de ocupação israelenses no norte de Gaza, transformando os anos dedicados à brincadeira e à infância em uma luta pela sobrevivência.”
No ataque com drone contra a ponte Wadi al-Salqa na rua al-Baraka, centro de Gaza, além do menino Malik foram mortos os adultos Ali Fayez Isbaitan e Hassan Salman al-Hanajra.
Um outro ataque contra uma tenda de refugiados em Khan Younis matou duas pessoas e deixou 27 feridas, comunicou a Defesa Civil de Gaza. As equipes médicas do Hospital Nasser relataram ter muita dificuldade de identificar as vítimas do ataque terrorista israelense. As famílias não conseguem identificar os corpos das vítimas.
Com o bloqueio imposto por Israel contra a entrada de medicamentos, comida e outros suprimentos de ajuda humanitária, o que restou dos hospitais de Gaza relatam escassez de remédios e suprimentos médicos para atender a população vítima da campanha de extermínio de Israel.











