Lula abre vantagem de 5 pontos sobre Flávio no 2º turno, aponta Big Data

Queda de Flávio para Lula é confirmada em nova pesquisa e em outro instituto (Fotos: Lula Marques - Ricardo Stuckert - Agência Brasil - Planalto/PR)

Nova pesquisa mostra recuperação do presidente enquanto senador do PL enfrenta desgaste provocado por denúncias que envolvem Daniel Vorcaro, Banco Master e atuação nos EUA contra interesses econômicos do Brasil

O presidente Lula (PT) abriu 5 pontos de vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em eventual segundo turno da disputa presidencial de 2026, segundo pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta segunda-feira (1º).

O levantamento aponta Lula com 45% das intenções de voto, contra 40% do principal nome do bolsonarismo para a sucessão presidencial.

O resultado marca mudança importante no cenário eleitoral. Há pouco mais de 1 mês, Flávio aparecia numericamente à frente do presidente, ainda que dentro da margem de erro.

Desde então, porém, o senador passou a enfrentar sequência de desgastes políticos e de imagem que reduziram sua força eleitoral e recolocaram Lula em posição de vantagem.

A queda ocorreu em meio à repercussão das denúncias que envolvem a relação de Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Flávio foi flagrado em áudio pedindo R$ 134 milhões ao banqueiro ladrão para supostamente financiar o filme “Dark Horse”, uma horrenda biografia Jair Bolsonaro. R$ 61 milhões foram liberados e escorreram nos descaminhos para os EUA, onde seu irmão, Eduardo Bolsonaro, está morando. Por sinal, numa casa de luxo que ele alega ser alugada, sem provas.

RELAÇÃO COM VORCARO

Reportagem do Intercept Brasil revelou negociações que envolveriam cerca de R$ 134 milhões para a produção de filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O caso levantou questionamentos sobre a natureza das operações e sobre a proximidade entre o senador e o empresário corrupto.

Além disso, Flávio também passou a ser alvo de críticas pela atuação política dele nos Estados Unidos, onde aliados do bolsonarismo têm defendido medidas de pressão econômica e diplomática contra o Brasil em resposta às investigações e processos que envolvem o ex-presidente.

Para adversários, a estratégia representa tentativa de instrumentalizar interesses estrangeiros em disputas domésticas, com potencial de produzir impactos negativos sobre investimentos, comércio e a imagem internacional do País.

LULA CRESCE

Comparando os 2 levantamentos mais recentes da Real Time Big Data, Lula avançou de 43% para 45% das intenções de voto no segundo turno, enquanto Flávio Bolsonaro recuou da posição de liderança (44%) para os atuais 40%.

O movimento sugere que o eleitorado tem reagido não apenas ao desempenho do governo federal, mas também aos sucessivos episódios que envolvem o senador fluminense, cuja pré-candidatura vinha sendo trabalhada pelo PL como principal alternativa para manter o capital político do bolsonarismo após a prisão de Jair Bolsonaro, por tentativa de golpe de Estado.

O levantamento indica ainda que Lula mantém liderança confortável nos cenários de primeiro turno.

PRIMEIRO TURNO

Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados não recebem lista de candidatos, Lula aparece com 33% das citações. Flávio Bolsonaro surge em segundo lugar, com 25%.

Mesmo preso e fora da disputa, Jair Bolsonaro ainda é mencionado por 2% dos entrevistados. Também aparecem o pré-candidato do Missão, Renan Santos (2%), do PSD, Ronaldo Caiado (2%), e do Novo, Romeu Zema (1%). Brancos e nulos somam 14%, enquanto 21% não souberam responder.

No cenário estimulado, Lula registra 38%, contra 31% de Flávio Bolsonaro. Em seguida aparecem Renan Santos e Ronaldo Caiado, ambos com 6%; Romeu Zema, com 4%; Aécio Neves (PSDB), com 3%; Joaquim Barbosa (DC), com 3%; e Augusto Cury (Avante), com 1%.

CENÁRIOS ALTERNATIVOS

Embora Lula lidere contra Flávio Bolsonaro, a pesquisa mostra cenários mais equilibrados diante de outros nomes da oposição.

Contra o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, há empate em 43% para cada lado. Diante de Romeu Zema, Lula aparece com 43% contra 40%, resultado que configura empate técnico dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais.

METODOLOGIA

A pesquisa Real Time Big Data ouviu 2 mil eleitores entre os dias 29 e 30 de maio. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-05864/2026.

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