Ele garantiu, no jantar com o “PIB”, no Alvorada, que fará tudo o que estiver a seu alcance para a redução da taxa de juros no país. Geraldo Alckmin também discursou no mesmo sentido
O presidente Lula chamou os empresários a apostarem no crescimento do país, durante um jantar que durou três horas, na noite de segunda-feira (31), no Alvorada. Ele garantiu que fará tudo o que estiver a seu alcance para a redução da taxa de juros no país. O presidente reforçou que o povo precisa de crescimento com inclusão social.
O presidente insistiu que os convidados deveriam definir que futuro eles desejam para o país. Ele chegou a brincar que tem muita sorte porque, quando ele está no governo, o Brasil cresce acima de 3%. Lula acrescentou que a dupla com Alckmin é capaz de levar o país para o crescimento responsável. Após listar números de suas gestões anteriores e da atual, o presidente perguntou o que os presentes gostariam de ouvir dele como prova de seu comprometimento.
O discurso foi aplaudido pelos empresários. Lula disse que aquele foi o melhor jantar que já organizou em muito tempo. A lista de presentes incluiu Joesley Batista, da J&F, Rubens Ometto, da Cosan, presidentes de bancos públicos e privados e representantes de empresas da área da saúde. Entre os banqueiros estavam Luiz Carlos Trabuco Cappi, do Bradesco, Roberto Setubal, do Itaú Unibanco, e André Esteves, dono do BTG Pactual.
Segundo relato de um convidado, Lula disse que os bancos públicos têm feito seu papel, e que a questão dos juros altos não depende só dele. Ele citou a independência do Banco Central e afirmou que deve haver uma compatibilização entre a política monetária e a fiscal.
Lula negou atritos com o presidente do BC e lembrou aos empresários que a autonomia do Banco Central limita a capacidade de interferência do Palácio do Planalto sobre a política monetária. A independência da autoridade monetária foi aprovada pelo Congresso Nacional, e as decisões sobre a taxa básica de juros cabem ao Comitê de Política Monetária (Copom).
Outro assunto levado pelos empresários a Lula foi a segurança pública. Os participantes manifestaram preocupação com o tema e cobraram medidas do governo federal.
Lula respondeu que a questão deverá ganhar uma nova etapa de enfrentamento depois da aprovação da PEC da Segurança Pública, uma das prioridades legislativas do governo. A proposta pretende ampliar a coordenação nacional das políticas de segurança e estabelecer novas bases para a atuação conjunta da União, estados e municípios.
Além do presidente, falaram durante o jantar o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante; Dario Durigan, da Fazenda; Bruno Moretti, do Planejamento; e o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin. Lula encerrou o jantar após uma explanação do vice.










