Mendonça censurou 1.022 publicações com menções à Nossa Senhora Aparecida

Publicação em referência a Nossa Senhora está entre os posts censurados pelo ministro André Mendonça - Foto: Reprodução/X

A pedido de Flávio Bolsonaro, André Mendonça, ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou retirar do ar 1.022 postagens nas redes sociais que ligam o candidato “01” ou a família à proposta de tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

Flávio alega que esse conteúdo é “sabidamente falso”. O ministro André Mendonça, relator do caso, mandou tirar os links do ar, só com a menção à padroeira, que nem citam os Bolsonaros e seus aliados.

A censura de Mendonça, tomada em apenas 60 minutos, acatou a lista de links enviados pela campanha de Flávio Bolsonaro, e abrangeu publicações que faziam apenas referência à Padroeira do Brasil.  

O levantamento foi feito pelo site Nossa Senhora da Censura, que abriu “um por um os tweets listados na decisão e medimos o tom de cada texto”.

Post censurado por Mendonça faz referência à Padroeira do Brasil – Foto: Divulgação Redes Sociais

A decisão determina que X, Facebook, Instagram, TikTok e YouTube também atuem preventivamente contra novas publicações que reproduzam a mesma narrativa, sem necessidade de uma nova ordem judicial para cada postagem. A determinação amplia uma decisão anterior no mesmo processo, movido pelo candidato do PL contra o humorista Antonio Tabet, que fez menção ao ataque da “família miliciana” contra Nossa Senhora Aparecida.

Na interpretação da campanha de Flávio Bolsonaro, a menção à “família miliciana” seria destinada ao clã bolsonaro. Depois da primeira ordem, os advogados do presidenciável voltaram ao tribunal sob o argumento de que o conteúdo continuava se espalhando por diferentes redes sociais.

Segundo Antonio Tabet, a “postagem limitou-se a afirmar, acompanhada de uma imagem da padroeira, que ‘A família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida!’”.

“O fato de o representante ter se reconhecido de forma tão imediata nessa exata descrição é revelador, mas vestir a própria carapuça não deveria fornecer o alicerce jurídico para a decretação de censura”, destacou o humorista em sua defesa.

Em outra publicação, Tabet ironizou a censura:

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