Mercado financeiro ficou “uma fera” porque Lula disse que vai investir no crescimento do país

Lula desmonta plano neoliberal ( Foto: reprodução)

Eles usaram a Globo para tentar enquadrar Lula em seu apodrecido receituário neoliberal e fracassaram. Por isso o nervosismo. O presidente disse que quer reduzir os juros e prometeu um salto de qualidade no desenvolvimento

O chamado mercado financeiro – leia-se monopólios bancários e outros parasitas – não gostou nem um pouco da entrevista do presidente Lula ao Jornal Nacional nesta quinta-feira (27). Eles usaram a Globo para tentar arrancar um compromisso de Lula com o aprofundamento do arrocho fiscal e privatização dos Correios e se deram mal.

Lula deixou claro que seu quarto mandato será diferente. O presidente falou em grandes investimentos. Ele rebateu a cobrança dizendo que equilíbrio fiscal se obtém com crescimento econômico, com aumento do PIB (Produto Interno Bruto) e não com cortes de gastos e investimentos. O presidente destacou que vai brigar pela queda dos juros no país.

Logo de cara Lula corrigiu a pergunta de um dos entrevistadores sobre um suposto descontrole da dívida pública. “Você deveria fazer a pergunta de outra forma”, disse o presidente. “Devia perguntar como nós pegamos o país. Com um déficit enorme e uma dívida de R$ 91 bilhões que o governo anterior deixou para nós pagarmos”, acrescentou.

E mais, prosseguiu Lula, “a dívida pública brasileira não é tão grande assim. Veja as dívidas do Japão e dos EUA. A dos EUA é 120% do PIB, ou seja, US$ 40 trilhões”. Então, explicou Lula, se você cresce a economia, a relação dívida/PIB se estabiliza. A sinalização do presidente de que vai elevar os investimentos públicos e fazer o pais crescer, ao invés de insistir no arrocho fiscal, irritou o mundo das finanças.

Lula disse que o país está pronto e vai dar um salto de qualidade. Vamos crescer e competir com os países desenvolvidos em igualdade de condições, apontou o presidente, defendendo o controle sobre os minerais críticos e as terras raras. Ele destacou que o Brasil é o segundo país do mundo em reservas desses materiais. “Vamos formar matemáticos e engenheiros para criar nossa tecnologia própria e uma inteligência artificial falada em português”, defendeu Lula.

É tudo o contrário do que pretendia o mercado financeiro da entrevista. Os dois entrevistadores fizeram um verdadeiro interrogatório na primeira parte da entrevista tentando comparar o escândalo do Banco Master e os milhões desviados pelo candidato fascista com ilações sem provas contra seu filho, Fábio, conhecido como Lulinha. O presidente até brincou dizendo que parecia que estava no Ministério Público. Ele se saiu bem. Deixou claro que confia no filho, mas disse que não vai fazer o que fez Jair Bolsonaro, que perseguiu policiais e abafou os crimes de seu filho, Flávio Bolsonaro.

Essa tiroteio inicial tinha como objetivo deixar Lula na defensiva para, em seguida, impor a pauta neoliberal de cortes sociais e privatizações. Vieram com a cantilena de prejuízos das estatais, esquecendo-se que a Petrobrás sozinha lucrou R$ 52 bilhões só no primeiro semestre desse ano. A intenção era arrancar o compromisso de privatizar os Correios. Eles esqueceram que país nenhum do mundo privatizou seus correios. Lula garantiu que não vai vender a empresa.

Em suma. Com Lula não deu certo o plano dos bancos conduzidos pelos entrevistadores. Já com Flávio, a coisa deverá ser diferente. Afinal, ele é um serviçal de Trump e dos banqueiros. E tem mais, o banqueiro que apoia o senador e organizou o jantar dele com representantes do mercado financeiro, Marcelo Kayath, ex-diretor do Credit Suisse, transferiu seu domicílio fiscal para Miami. Ou seja, nem imposto no Brasil ele paga. No jantar, Flávio prometeu arrochar o povo e o país para manter a mamata da especulação. Tudo o que eles queriam ouvir.

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