Petrobrás bate recorde de refino no 2° trimestre e reduz importação de derivados

Estatal destaca os recordes trimestrais de produção de diesel S10 nas refinarias. (Foto: Replan/Petrobrás)

Refinarias operam a todo vapor para atender o mercado interno, diante da agressão dos Estados Unidos ao Irã

No segundo trimestre de 2026, a Petrobrás bateu um novo recorde de refino, o que ajudou a estatal a reduzir suas importações de combustíveis ao menor volume trimestral de sua história, segundo dados divulgados pela estatal na terça-feira (28).

Entre abril e junho deste ano, a produção de derivados de petróleo alcançou 1.918 mil barris por dia (mbpd), um aumento de 10,9% em relação ao 2º trimestre de 2025.

Para a estatal, no contexto geopolítico atual, em que os EUA lançam novos ataques militares ao Irã, com impactos na logística global de petróleo, a elevada utilização do parque de refino da Petrobrás tem sido fundamental para ampliar a oferta de derivados no mercado nacional.

“O cenário internacional volátil marcou o segundo trimestre, tornando ainda mais relevantes a eficiência operacional e a integração dos nossos ativos, que permitiram maior aproveitamento da nossa produção de derivados e menor necessidade de importações”, afirma Angélica Laureano, diretora de Logística, Comercialização e Mercados da estatal.

“Com planejamento e gestão eficiente de estoques, a produção própria de diesel foi suficiente para sustentar os compromissos da Companhia ao longo do período”, completa Laureano.

No trimestre passado, houve recorde histórico do Fator de Utilização (FUT) das refinarias, atingindo a marca de 101,2%, superando o nível mais alto anterior de 101,1%, que foi alcançado no terceiro trimestre de 2024.

No relatório de Produção e Vendas – 2T26, a estatal também registra que nesse período ocorreu “um patamar de FUT de 102,5% por dois meses consecutivos, em abril e maio de 2026, maior resultado mensal do parque de refino atual”.

“Deste modo, foi registrado no 2T26 o menor volume trimestral de importações de derivados, com 67 mbpd, e foram ampliadas as vendas de produtos próprios”, ressalta a petroleira.

Devido à maior utilização do parque de refino no período, as produções de diesel e de querosene de aviação bateram recordes no trimestre, ao apresentarem crescimentos de 6,9% e 14,7%, respectivamente, ante o trimestre anterior.

Destacam-se ainda os recordes trimestrais de produção de diesel S10 nas refinarias: Refinaria de Paulínia (REPLAN), com 128 mbpd; Refinaria Abreu e Lima (RNEST), com 80 mbpd; e Refinaria Presidente Getúlio Vargas (REPAR), com 50 mbpd.

No caso da gasolina e da nafta, houve aumentos de 1,7% e 8,1%, na ordem. A Refinaria Alberto Pasqualini (REFAP) registrou recorde trimestral na produção de gasolina, com 54 mbpd.

Por sua vez, a produção de GLP – gás liquifeito de petróleo, conhecido popularmente como o “gás de cozinha”, cresceu 2,6%, enquanto a de óleo combustível avançou 3,6% na comparação com o primeiro trimestre de 2026.

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