PF fecha cerco sobre capos de Flávio Bolsonaro ligados ao Comando Vermelho no Rio

Rodrigo Bacellar, TH Joias e Flávio Bolsonaro (Foto: divulgação)

A 5ª fase da Operação Unha e Carne saiu em campo nesta quinta-feira (2). Além dos indicados de Flávio já presos, os alvos foram bicheiros e pastores

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (2) a 5ª fase da Operação Unha e Carne, no Rio de Janeiro contra políticos acusados de serem ligados e trabalharem para o Comando Vermelho no estado.

A operação apura o esquema de vazamento de informações sigilosas de ações policiais para o CV (Comando Vermelho). Quatro políticos foram presos por ligações com o CV. São eles, Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio, o ex-Secretário Estadual de Esportes do Rio de Janeiro, Alessandro Pitombeira Carracena, o ex-secretário de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca e o ex-vereador TH Joias. Todos eles são aliados de Flávio Bolsonaro.

A autorização para operação partiu do STF (Supremo Tribunal Federal) e foi determinado o sequestro de bens e valores até o montante de cerca de R$ 22 milhões.

Ao todo, são 14 mandados de busca e apreensão e três de prisão expedidos pelo STF. Há alvos nas cidades do Rio de Janeiro e São João do Meriti, na Baixada Fluminense.

Além dos políticos já presos, outro alvo é o contraventor Adilsinho, que também é investigado por homicídio. A PF também cumpriu mandados contra Marco Antônio Cabral, que é filho do ex-governador Sérgio Cabral.

A quinta fase da operação começou depois que os policiais encontraram listas com os contraventores que continham supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e contabilidade ligada a lavagem de dinheiro. O material chamou atenção por conter repasses diretos a agentes políticos do Rio de Janeiro.

A PF informa que entre o material apreendido há identificação do fluxo financeiro e identificação de beneficiários, intermediários e operadores do esquema.

O Pastor Márcio Poncio também foi preso pela 5ª fase da Operação Unha e Carne. Haveria, segundo os indícios da PF, uma ligação de políticos com a facção criminosa.

Em nota divulgada à imprensa, a PF informou que a investigação busca “aprofundar apuração de indícios de lavagem de dinheiro praticada pelo “capo” da nova cúpula do jogo do bicho e possível ramificação do esquema junto a integrantes dos Poderes Executivo e Legislativo do Estado do Rio de Janeiro.”

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