Polícia israelense espanca promotor palestino por reclamação de barulho

Promotor árabe israelense foi barbaramente espancado por policiais em sua casa (TOI)

Um palestino que tem cidadania israelense e trabalha como promotor do ‘Escritório do Promotor Distrital do Sul’, na cidade de Beer Sheva, em Israel, teve que passar por cirurgia de reconstrução depois de ter sido brutalmente espancado por policiais israelenses durante uma batida policial na sua casa por uma reclamação de barulho feita por um vizinho.

Salah Khalil Faisal Na’ameh sofreu ferimentos nos olhos, nos dois rins e teve o nariz quebrado pelos policiais. Dois familiares do promotor, ambos profissionais médicos, também sofreram agressões e foram presos na semana passada.

“Eu gritei: ‘Você está me matando, sou promotor’, mas eles não ligaram”, disse Na’ameh, que acusou os policias de proferirem zombarias em árabe, durante a sessão de espancamento. “Parabéns pelo rosto bonito”, teriam dito os policiais.

O promotor agredido rejeitou as acusações dos policiais israelenses de que ele teria iniciado as agressões. Imagens publicadas pelo site de notícias israelense, Haaretz, da câmera corporal de um dos policias agressores contradizem as versões dos policiais sobre o ocorrido.

“Eles pisotearam na minha cabeça, me chutaram, disseram que eu estava ‘resistindo à prisão’ e me xingaram. Durante todo o trajeto, eles me bateram e me trataram como o pior dos criminosos”, disse Na’ameh. “Eu não acreditava que a polícia pudesse fazer essas coisas.”

Depois do espancamento, Na’ameh e seus dois parentes ficaram detidos durante três dias. Ao Haaretz, eles relataram que estavam na varanda, ouvindo música, quando foram abordados pelos três policiais à paisana na sexta-feira passada.

Quando os policiais não apresentaram mandato, o promotor pediu para os policiais se retirassem, que inicialmente saíram, mas depois retornaram com reforços, com mais policiais, agora escondendo os rostos com máscaras e capacetes se reunindo do lado de fora de seu prédio.

Na’ameh então disse que telefonou para a própria polícia. Atendido por um despachante, foi aconselhado a não abrir a porta. Foi quando os policiais forçaram a entrada no apartamento e iniciaram as agressões.

O pai do promotor, Khalil Na’ameh, relatou para uma rádio local que os policias teriam continuado com a sessão de espancamento dentro do veículo da polícia depois de desligadas as câmeras corporais e dentro da delegacia.

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