Protestos no Peru condenam interferência americana nas eleições

Em Lima, a capital do Peru, manifestantes ocuparam as ruas para denunciar a interferência dos americanos na eleições. Participantes do protesto condenam o apoio à intervenção armada e a pilhagem dos recursos naturais de países em desenvolvimento pelo imperialismo.

Keiko Fujimori, eleita mas sob suspeita de fraude, já expressou sua subserviência a Washington com a promessa de seguir os ditames do governo de Trump desde o primeiro dia de seu mandato. O Peru também está passando por instabilidade política e teve 8 presidentes em 10 anos, Fujimori seria a nona presidente a assumir o cargo, após ser eleita com uma vitória bem apertada.

Filha do ditador Alberto Fujimori, apoiada pela Casa Branca, Keiko deve priorizar a compra de armamentos ianques. O Peru já formalizou a compra de 12 caças ‘F-16 Block 70’ de fabricação da Lockheed Martin, avaliados em 3,4 bilhões de dólares.

Uma das promessas de campanha de Keiko foi o endurecimento contra a imigração ilegal no Peru, uma das políticas defendidas por Trump. O governo de Trump já mostrou interesse de aprofundar a influência dos EUA nesses governo conservadores na América Latina como forma de expulsar a influência da China do que consideram ser o quintal dos fundos deles.

Chancay, o porto que a China constrói no Peru, fará parte do corredor bioceânico e será uma alternativa ao Canal do Panamá, com a integração de quatro países da América do Sul – Brasil, Paraguai, Argentina e Chile -, conectando as duas costas do Continente e seus portos e os aproximando dos existentes no Oriente.

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