Sem prova alguma, o bufão da Casa Branca diz que a PF falhou no combate ao tráfico. Faz isso em coro com o bolsonarismo exatamente quando a Polícia Federal brasileira mais impôs derrotas aos traficantes
O chefe da Casa Branca, Donald Trump, devia se preocupar com a alta rejeição interna ao seu governo mas, ao invés disso, ele resolveu se intrometer nos assuntos internos do Brasil. O ditador declarou nesta quarta-feira (16) que o Brasil falhou em “confrontar as organizações terroristas estrangeiras” Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV).
A afirmação sem provas integra uma determinação oficial encaminhada pela Casa Branca ao Congresso norte-americano. O ataque à Polícia Federal do Brasil está em sintonia com o que vem fazendo o bolsonarismo. Ele fez isso logo após chantagear a Justiça brasileira durante a última sessão do STF que discutiu o Caso Master. O traidor Eduardo Bolsonaro, criminoso que precisa prestar contas à Justiça brasileira, saiu do Texas, onde mora, e foi para Washington com o plano de insuflar os fascistas americanos a agredirem o Brasil.
No documento, o regime Trump, que faz provocações a quase todos os países do mundo, atacou o governo do presidente Lula (PT) ao sustentar que a atuação dessas facções criminosas supostamente transformou o país em um “centro de distribuição global de cocaína”. A farsa se desmoraliza quando eles próprios deixaram o Brasil de fora da lista dos principais locais de trânsito ou grandes produtores de drogas ilícitas do mundo para o ano fiscal de 2027.
A manobra de Washington é uma tentativa de pavimentar o caminho para uma interferência geopolítica sobre a América Latina. As alegações infundadas do governo Trump evidenciam a tática de desgaste contra o presidente Lula e deixam claro o interesse dos EUA em fortalecer o bolsonarismo na expectativa de que, com eles, possa transformar o Brasil numa de suas colônias.
A provocação abre brechas para a violação da soberania nacional, pois concede respaldo jurídico às autoridades dos EUA para aplicar sanções econômicas, impor restrições migratórias e acionar o aparato do Departamento de Defesa e de inteligência, como a CIA, para atuações diretas e operacionais. A iniciativa gerou reação de autoridades brasileiras, que alertaram para os riscos à segurança e à integridade do território nacional.
Integrantes do governo brasileiro mostraram a a incongruência do documento. Eles afirmaram que o Brasil não aparece na relação de países classificados pelo documento como principais vias ou produtores de drogas. Ainda assim, o país foi incluído entre os alvos das críticas relacionadas ao combate às facções criminosas. Integrantes do governo brasileiro também lembram que Lula apresentou pessoalmente a Donald Trump uma proposta de cooperação para combater o crime organizado internacional.










