Os rodoviários do Rio de Janeiro estão em greve desde a 0 hora desta segunda-feira (29). A paralisação, por tempo indeterminado, foi aprovada em assembleia da categoria na noite de domingo (28).
O principal impasse nas negociações é a questão salarial. O Sindicato dos Rodoviários afirma que mantém a proposta de dissídio aprovada pela categoria, que prevê piso salarial de R$ 4 mil para os motoristas de ônibus convencionais, R$ 5 mil para os condutores de ônibus articulados (BRT), além de reajuste de 17% para os demais trabalhadores e vale-alimentação de R$ 1 mil.
Já a contraproposta apresentada pelo Rio Ônibus, entidade que representa as empresas, prevê apenas reajustes nos valores atuais. Pelo texto, o salário do motorista de ônibus convencional passaria de R$ 3.420,16 para R$ 3.570,31, enquanto o vale-alimentação subiria de R$ 660 para R$ 689. Como não houve acordo, a categoria aprovou a deflagração da greve.
O Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1) deferiu uma liminar em que determina circulação mínima de 50% da frota, mas de acordo com o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Sebastião José, a determinação da Justiça não está sendo cumprida por culpa dos patrões.
“Nós realmente estamos tendo um problema para cumprir a determinação judicial. Antes da assembleia, o sindicato encaminhou ofício ao Rio Ônibus solicitando a escala dos trabalhadores. Acabamos de olhar agora, não chegou absolutamente nada”, declarou.
“Nós tínhamos que colocar 50% da frota, mas não nos forneceram a escala. Então, quem está dificultando o cumprimento da decisão judicial é o sindicato patronal”, afirma.











