O falastrão tentou emplacar uma pós-graduação que não fez. Já tinha mentido ao afirmar que não conhecia o dono do Master. Agora faz essa lambança com o próprio currículo
O site de notícias G1 informou nesta quarta-feira (12) que páginas oficiais do Senado e da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), além de biografia enviada pela campanha, afirmam que o candidato fascista possuía uma pós-graduação em Ciências Políticas na UFRJ. Só que a informação é mentirosa.
A Universidade afirmou não ter registro de que ele estudou na instituição. A farsa deixou desconcertada a campanha de Flávio Bolsonaro. Eles tentaram inventar uma desculpa qualquer para abafar a lambança dizendo que as informações devem ser “erros ou equívocos, possivelmente extraídos de páginas como a Wikipedia”
Uma explicação bem esfarrapada. Daqui a pouco ele vai dizer que as propostas da chapa para o governo também foram copiadas de algum site de busca. Neste caso, como ele é um bajulador de Trump, quem sabe o site da CIA não seria um bom lugar para Flávio buscar inspiração para suas propostas?
A justificativa dos assessores de Flávio não colou. Até porque, a informação falsa sobre a pós-graduação em Ciências Políticas na UFRJ não estavam só em páginas oficiais do Senado e da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A informação constou da biografia do candidato enviada pela própria campanha do candidato. Ele mentiu sobre suas relações íntimas com o dono do Master, porque não mentiria de novo?
O falastrão crio mais uma mentira e achou que conseguiria enganar o país sobre isso também. A resposta da campanha não convenceu também porque ele já sabia bem antes que esta informação estava em seu currículo. Em 27 de julho, a assessoria do candidato enviou à reportagem do G1 uma nota biográfica que também trazia a informação sobre a pós-graduação na UFRJ.
“Pelo Sistema Integrado de Gestão Acadêmica (SIGA), não há registro referente ao sr. Flávio Nantes Bolsonaro como discente [aluno] na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Consta o nome de Eduardo Nantes Bolsonaro, como concluinte em Direito. O SIGA, criado em 2001, foi desenvolvido pelo Núcleo de Computação Eletrônica da instituição, para unificar e informatizar os dados acadêmicos da universidade, substituindo sistemas anteriores e servindo como a principal plataforma web para alunos e professores”, afirma a UFRJ em nota.
Valter Duarte, professor do departamento de Ciência Política da UFRJ entre a década de 1970 e 2021 e coordenador do departamento entre 2004 e 2009, afirma que Flávio Bolsonaro nunca foi seu aluno. “Posso garantir que ele nunca fez curso de Ciência Política na UFRJ. Nem no começo dos anos 2000 nem depois, quando o pai dele era presidente”, afirma.










