Em meio à greve dos trabalhadores dos Correios em defesa de um Acordo Coletivo de Trabalho satisfatório que garanta um plano de saúde de qualidade e acessível a toda a categoria da ativa e aposentados, o vice-presidente da FINDECT (Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios) e presidente do SINTECT-SP, Elias Diviza, publicou um vídeo cobrando uma interlocução política com o governo Lula para destravar as negociações com a direção da estatal.
“O governo federal é o único que pode interceder nesse momento para mudar o que a direção da empresa está causando aos trabalhadores”, afirma o líder sindical.
Diviza afirma que os trabalhadores querem negociar, mas esperam uma proposta que permita avançar para um acordo digno e garantia do convênio médico da categoria.
No vídeo, Diviza informa que enviou ofício da Federação a deputados e vereadores, buscando uma interlocução junto ao governo Lula para ajudar a destravar as negociações e pela retomada do diálogo, mesmo com o dissídio coletivo em andamento no Tribunal Superior do Trabalho (TST).
A federação afirma que “plano de saúde não se negocia. É direito dos trabalhadores e precisa ser respeitado”.
“A categoria espera uma resposta do governo Lula e da direção dos Correios. Há espaço para negociação e é preciso utilizá-lo para construir um acordo que respeite quem trabalha na empresa e preserve direitos”, ressalta a FINDECT.
De acordo com o sindicato, a direção dos Correios “insiste em atacar um direito sagrado, o plano de saúde, que envolve a proteção de milhares de vidas dos trabalhadores e seus dependentes”.
“A intenção de mudar a condição de mantenedora para patrocinadora abre um caminho de incertezas e amplia os custos para uma categoria que já convive com descontos elevados”, ressalta a entidade, que convocou uma manifestação nesta quarta para pressionar a retomada das negociações.











