Trabalhadores dos Correios rejeitam proposta de reajuste salarial abaixo da inflação

Foto: Sintect-SP

Os trabalhadores dos Correios de São Paulo compareceram em massa à assembleia da categoria, na terça-feira (25), para avaliar as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2027 e definir os próximos passos da Campanha Salarial.

A categoria rejeitou, por ampla maioria, a proposta de reajuste de 0,87% – índice muito abaixo da inflação do período, de 4,85% – e aprovou indicativo de greve nacional para o próximo 10 de setembro, acompanhando a mobilização que acontece em diferentes estados e municípios.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares de São Paulo e região (SINTECT-SP), “a categoria demonstrou, em alto e bom tom, a insatisfação com a proposta apresentada pela direção dos Correios”. A partir de agora, a mobilização será realizada de forma unificada com os 36 sindicatos dos trabalhadores dos Correios em todo o país, esclareceu o sindicato.

“A categoria mostrou sua força e sua indignação. O trabalhador está cansado de propostas que não resolvem seus problemas. Se a empresa não apresentar uma proposta digna, estaremos preparados para lutar no dia 10 de setembro. O SINTECT-SP continuará defendendo os trabalhadores, independentemente de quem esteja no governo”, ressaltou o presidente do sindicato, Elias Divisa, que conduziu a assembleia ao lado do secretário-geral, Ricardo Adriane (Negopeixe).

Conforme o SINTECT, “o que se viu na assembleia foi uma categoria cansada de esperar respostas. A falta de trabalhadores, a sobrecarga e os problemas enfrentados diariamente nas unidades aumentam a insatisfação. Para quem está na linha de frente, a proposta apresentada pelos Correios está longe de representar uma valorização do trabalho realizado todos os dias”.

Divisa destacou ainda que “a luta é em defesa do Acordo Coletivo de Trabalho, pelos direitos dos trabalhadores, pelo plano de saúde e também pelo fortalecimento dos Correios”.

“Não podemos aceitar essa proposta apresentada pela empresa e esse processo de reestruturação que vem propondo o fechamento de agências e unidades e precarizando cada vez mais as condições de trabalho”, afirmou o líder sindical.

O sindicato também cobra uma posição do Governo Federal diante do impasse nas negociações e defende que a empresa volte à mesa e apresente uma proposta que leve em conta as reivindicações dos trabalhadores.

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