Tribunal da Itália faz vista grossa para crimes de Carla Zambelli e anula extradição

Carla Zambelli (Foto: reprodução de redes sociais)

A Justiça da Itália anulou, na sexta-feira (22), determinações anteriores e decidiu não extraditar e soltar a ex-deputada bolsonarista Carla Zambelli, condenada no Brasil a mais de 15 anos de prisão.

A Suprema Corte italiana reverteu a decisão anterior da Corte de Apelação de Roma, que havia autorizado a extradição de Zambelli para o Brasil.

Além de impedir a extradição, a Suprema Corte determinou a imediata libertação da condenada.

O caso se refere à condenação de Carla Zambelli a 10 anos e 8 meses de prisão por ela ter liderado uma invasão hacker ao sistema eletrônico do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

Zambelli contratou o hacker Walter Delgatti para alterar documentos e inserir um mandado de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Até o momento, não ficou claro qual foi o motivo encontrado pela corte italiana para anular a decisão anterior. A defesa de Zambelli argumentava que ela era perseguida no Brasil por questões políticas.

O caso ainda será decidido pelo ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio, que pode ter uma posição diferente da Justiça do país.

Zambelli estava presa na Itália desde junho de 2025, quando seu nome foi incluído na lista de Difusão Vermelha da Interpol.

O outro processo que pode resultar na extradição de Zambelli, visto que a Justiça italiana separou os casos, é da condenação da bolsonarista a 5 anos e 3 meses por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.

O episódio ocorreu às vésperas do segundo turno das eleições de 2022, quando ela perseguiu armada um jornalista negro pelas ruas de São Paulo.

Carla Zambelli fugiu do Brasil 20 dias depois de ter sido condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), dizendo que iria fazer um tratamento de saúde na Europa.

Compartilhe

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *