Perdendo apoio nos EUA e a guerra que começou no Irã, Trump faz ameaças para disfarçar a fraqueza
O ditador Donald Trump voltou a ameaçar nesta sexta-feira (26) os países europeus que tentarem se proteger da concorrência desleal das empresas norte-americanas com um tarifaço de 100%.
A sobretaxa prevaleceria sobre todo e qualquer acordo comercial entre os Estados Unidos e esses países, “sejam eles implementados, assinados ou não”, assinalou o oligarca, em nome de big techs como Amazon, Apple, Meta, Microsoft e Google.
“Muitos países europeus estão discutindo a inevitável introdução de um imposto sobre serviços digitais em relação às empresas dos EUA. Qualquer país que imponha tal imposto enfrentará uma tarifa imediata de 100% sobre todas as mercadorias entregues aos Estados Unidos”, registrou Trump na rede social Truth Social.
Segundo Trump, é preocupante que “numerosos” países europeus estejam discutindo a “implementação iminente” deste imposto, e que alguns deles se encontrem “perto” de colocar isso em prática.
“MEDIDAS UNILATERAIS SÃO INJUSTIFICADAS”
“Medidas unilaterais visando tais políticas legítimas são injustificadas”, afirmou o porta-voz da Comissão Europeia, assinalando que caso o governo norte-americano prossiga nesta política, “a União Europeia (UE) responderá de forma rápida e decisiva para defender seus direitos e autonomia regulatória”, disse um porta-voz da Comissão Europeia.
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) tem proposto que diante dos inúmeros danos causados por sua prática monopolista os governos coordenem sua tributação sobre grandes multinacionais de tecnologia. “É ruim para os negócios, é ruim para o comércio e investimento, é ruim para o crescimento”, disse o secretário-geral da OCDE, Mathias Cormann.
Conforme a Suprema Corte dos EUA, inúmeras tarifas impostas por Trump com base em poderes econômicos emergenciais eram inconstitucionais.
Nos últimos anos, países como a França e o Reino Unido introduziram taxas sobre tecnologia, aumentando as tensões com a Casa Branca, que as nomeia como “discriminatórias” contra os cartéis de tecnologia estadunidenses.











