O deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP), candidato à reeleição, comemorou a Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Lula proibindo as bets no Brasil.
A MP foi anunciada na tarde desta sexta-feira (25) por Lula, em São Paulo.
“Vai tarde, tigrinho!”, escreveu Orlando em suas redes sociais. “Hoje [sexta-feira] agradeci ao presidente @LulaOficial sobre a importante medida que tomou ao proibir as Bets no Brasil”, completou o parlamentar.
Ao assinar a MP, Lula lembrou que “um país como o Brasil, que não aprovou legislação de jogos, assistiu as apostas entrarem dentro das casas das pessoas, causando um grande drama para as famílias”.
A Lei 13.756, de 12 de dezembro de 2018, liberou as apostas de quota fixa (as chamadas bets) no país. O prazo para regulamentação era de dois anos, prorrogável por mais dois. Mas o governo Bolsonaro nada fez para regulamentar, pelo contrário, deixou as casas de apostas correrem soltas e se robustecerem.
A regulamentação só ocorreu em dezembro de 2023, no governo Lula, estipulando a relação de bets autorizadas a operar no Brasil.
Pesquisas e estudos têm mostrado o impacto negativo desse tipo de aposta no orçamento das famílias e na saúde mental dos apostadores.
Segundo a Agência Brasil, as bets causaram, apenas em 2025, um rombo de R$ 62,5 bilhões no orçamento das famílias, conforme dados do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz).
Um em cada cinco alunos (20,4%) dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio diz já ter feito apostas online. A proporção chega a quase metade dos pesquisados (49,7%) no 3º ano do ensino médio.
Segundo o Ministério da Saúde, os danos associados ao jogo geram custo social de R$ 38,8 bilhões por ano. Entra nessa conta os tratamentos médicos para depressão (R$ 3 bilhões), perda de qualidade de vida associada à depressão (R$ 10,4 bilhões), mortes adicionais por suicídio (R$ 17 bilhões) e custos relacionados à saúde (R$ 30,6 bilhões)
Além disso, R$ 8,2 bilhões estimados pelo governo se relacionam à perda de moradia, pagamento de seguro-desemprego e encarceramento.
A maior parte dos apostadores é formada por homens, mas quatro em cada dez mulheres brasileiras (42%) já jogaram ou continuam jogando em plataformas de apostas online. Dessas, 20% apostam atualmente (com frequências variadas) e outras 22% já apostaram, mas não apostam mais.
(Com informações da Agência Brasil)
Relacionada:










