No primeiro trimestre a queda acumulada é de 11%
A receita líquida total da indústria de máquinas e equipamentos no mês de março foi de R$ 23,8 bilhões, acumulando R$ 61,7 bilhões no primeiro trimestre do ano. Enquanto observa-se uma variação positiva de 15,8% de março sobre fevereiro, em relação a março do ano passado registra-se uma queda de 3,4%. O acumulado do trimestre acompanha a variação negativa em 11%. Os dados foram apresentados na quarta-feira (29) pela Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).
Pelo lado do mercado interno, a melhora no consumo aparente (produção nacional + importações – exportações) em março de 2026, no total de R$ 35,3 bilhões, foi impulsionado pelas importações, mas não compensou que o primeiro trimestre deste ano registrasse uma queda de 11,4% nos investimentos em máquinas e equipamentos no país.
Para a Abimaq, a retração no setor reflete, principalmente, “a piora nas atividades agrícolas e na indústria de transformação. No mercado doméstico, a política monetária contracionista segue pressionando negativamente as receitas de vendas”.
“Em geral o primeiro trimestre continua fraco, os números vieram baixos, considerando praticamente todas as variáveis relacionadas ao mercado doméstico, inclusive o Consumo Aparente que teve essa pequena melhora na ponta, mas continua acumulando queda de 11,4%, relacionada diretamente com a da política monetária restritiva”, declarou a diretora de Competitividade, Economia e Estatística da entidade, Cristina Zanella, em coletiva à imprensa.
“O poder de compra contínua sendo corroído, as empresas tendo dificuldades para fazer frente ao serviço da dívida, o endividamento chegando a níveis históricos, tudo isso compromete o investimento, daí então essa queda de 11,4% no Consumo Aparente”, ressaltou Zanella.
O nível de utilização da capacidade instalada do setor de máquinas e equipamentos registrou crescimento em relação fevereiro (+1,4 p.p.) e atingiu 79,9% em março de 2026, patamar 2,3 p.p. superior ao observado em março de 2025 (77,6%).
O setor registrou 416,8 mil trabalhadores, o que representa, na comparação com fevereiro de 2026, a reabertura de cerca de 1 mil postos de trabalho dos mais de 2 mil perdidos em fevereiro de 2026.











