“Não vamos fazer Carnaval, pirotecnia, matar 100 ou 200. Nós vamos prendê-los”, destacou o presidente, em referência à demagogia fascista na Segurança Pública
A ideia bolsonarista de que milícias e grupos de extermínio eram uma coisa boa não passou de um grande engodo. Esses grupos, elogiados por Jair Bolsonaro e seus filhos se fundiram com o crime organizado e atualmente infernizam a vida da população brasileira.
O presidente Lula dedicou boa parte de seu pronunciamento no ato político no Rio de Janeiro neste sábado (22) para enfrentar esse problema. Lula disse que luta para mudar a Constituição que limitou a participação da União no combate aos criminosos.
Atualmente, a execução operacional direta do policiamento é predominantemente responsabilidade dos governos estaduais. Ele quer aprovar a PEC da Segurança Pública para mudar isso e enfrentar de vez e com força as facções criminosas. O presidente afirmou que pretende fortalecer muito as polícias para retirar facções criminosas de territórios do Rio de Janeiro e devolvê-los à população.
“Quero olhar na cara desse povo aqui da Região Oeste do Rio. Nós vamos tirar os bandidos do território de vocês. E vamos devolver o território para o povo do Rio de Janeiro”, disse. “Vamos tirar os bandidos do território de vocês”, prosseguiu Lula, aos milhares de presentes ao ato em Bangu, na Zona Oeste do Rio.
“Não vamos fazer Carnaval, pirotecnia, matar 100 ou 200. Nós vamos prendê-los”, acrescentou o presidente, referindo-se à demagogia bolsonarista que fala muito e não faz nada contra o crime e as milícias. Tanto Flávio quanto Jair Bolsonaro sempre defenderam milícias e criminosos. É só avaliar os estados controlados por eles, onde o crime toma conta das comunidades.
O presidente também afirmou que, se a proposta for aprovada pelo Senado, pretende recriar o Ministério da Segurança Pública e ampliar a preparação das polícias Federal e Rodoviária Federal.
Lula defendeu ainda que a Educação é sua prioridade maior. Ele prometeu que todas as escolas públicas serão de tempo integral. “As crianças vão ficar o dia inteiro na escola para dar tranquilidade aos pais e mães que vão trabalhar, vão ter muito mais aula, inclusive cultural. Vamos fazer mais institutos federais porque queremos fazer revolução na educação”, afirmou.
“Quando cheguei à Presidência em 2003, esse país tinha menos de cinco milhões de pessoas no mercado de trabalho com diploma universitário. Hoje, já são 25 milhões e quero chegar a 50 milhões”, disse o presidente.
O presidente afirmou ainda que o custo de um preso é superior ao de um estudante de nível superior no Brasil. “Fica muito mais barato investir em educação, porque a nossa escolha é: ou investe em educação hoje, ou tem que investir em cadeia amanhã, e eu prefiro investir em escola. Os pais querem deixar uma profissão para o filho andar de cabeça erguida”, acrescentou.










