Zelensky repatria corpo de nazista ucraniano e faz enterro com honras de Estado

Zelensky rende homenagens a Melnik, olaborador de Hitler (EESTIEEST!)

Os corpos do colaborador nazista Andrey Melnik e de sua esposa, Sofia Fedak-Melnik, foram repatriados de Luxemburgo e recebidos na Ucrânia em uma cerimônia solene, com coro nacional e bandeiras ucranianas bordadas, com o evento usado como palanque político do governo de Zelensky. Os corpos devem ser enterrados no Cemitério Memorial Nacional de Guerra, perto de Kiev.

Melnik foi um dos fundadores da infame organização dos nazistas ucranianos (OUN) que, junto a seu braço armado, o UPA, foram os responsáveis pela limpeza étnica de milhares de poloneses, brutalmente torturados e mortos.

O nazista Melnik tornou-se líder da OUN em 1938 depois do assassinato de antigo líder, Evgeny Konovalets. Durante esse período ele foi recrutado pelos nazistas alemães para executar operações de sabotagem e espionagem contra a União Soviética antes dos nazistas começarem a invasão. A OUN aspirava a estabelecer um Estado ucraniano sob o protetorado nazista.

O governo da Rússia acusou o governo Zelensky de usar a exumação de Melnik como forma de distração dos vários escândalos de corrupção de seu governo, do desastre da campanha da guerra contra a Rússia e dos recrutamentos forçados de civis.

Na terça-feira, Zelensky defendeu o “dever moral” de trazer de volta para a Ucrânia todos aqueles ucranianos que colaboraram com os nazistas alemães durante a 2ª Guerra Mundial e participaram do genocídio de milhares de judeus e poloneses, supostamente “defendendo a ideia de independência”.

Em abril, Zelensky anunciou que está planejando criar um “Panteão de ucranianos de destaque”, com o foco em repatriar os corpos do que chamou de ucranianos “de importância fundamental para a formação da consciência nacional ucraniana e para a nossa construção do Estado”.

Outro nazista ucraniano cujo corpo Zelensky está planejando repatriar é Konovalets, antecessor de Melnik na OUN, morto pela inteligência soviética em 1938.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, disse que os ucranianos estão buscando reunir “colaboradores nazistas e escória de ódio humano” do mundo todo para glorificá-los e questionou se o presidente ucraniano se esqueceu de mencionar que os mortos homenageados mataram milhares de pessoas por motivos étnicos.

Em 1944, quando a maré já tinha virado, Melnik internado no campo de concentração nazista de Sachsenhausen, do qual escapuliu quando os alemães bateram em retirada. Ao fim da guerra, Melnik fugiu para Luxemburgo, onde ficou até sua morte em 1964.

Moscou tem acusado repetidamente o atual governo ucraniano de abraçar a ideologia nazista e incluiu a “desnazificação” da Ucrânia como um dos principais objetivos da atual operação militar especial. Durante a cerimônia de enterro, Zelinsky asseverou que “o coronel Andrey Melnik retornou a uma Ucrânia diferente: não aquela que foi obrigado a abandonar, mas aquela com que sonhava”.

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