O imperialismo ocidental e suas armas, seus satélites e a mídia da OTAN estão em ação novamente, denuncia editorial da Strategic Culture Foundation (SCF)
Em editorial publicado neste final de semana pela Strategic Culture Foundation, e que a Hora do Povo tem a honra de reproduzir, os autores deste artigo lembram a invasão da URSS por Adolf Hitler em 22 de junho de 1941 e denunciam que forças nazis contemporâneas estão novamente ameaçando a Rússia de uma nova invasão.
Agora entrincheiradas na OTAN as forças do imperialismo ocidental se preparam para um nova guerra. O artigo destaca a corrida armamentista da Alemanha e o crescimento de movimentos nazistas próximos à fronteira com a Rússia. Ele apontam também para a hipocrisia da Europa que apoia um regime como o de Kiev, que presta homenagens a colaboradores de Hitler que assassinaram milhares de pessoas no continente.
Os autores, que foram censurados nas plataformas digitais europeias, afirmam que a invasão nazista foi realizada como uma guerra de aniquilação na qual não houve misericórdia para homens, mulheres e crianças. A Solução Final envolveu o extermínio sistemático de eslavos, judeus, comunistas, ciganos e outros considerados Untermenschen (sub-humanos) pela ideologia racial nazista. Os esquadrões da morte da Wehrmacht alemã e Einsatzgruppen foram auxiliados por colaboradores fascistas na Lituânia, nos outros estados bálticos e na Ucrânia. Confira o artigo na íntegra!
Operação Barbarossa: 85 anos depois, os inimigos da Rússia estão novamente em ação
STRATEGIC CULTURE FOUNDATION
Esta semana marcou 85 anos desde que a Alemanha nazista invadiu a União Soviética no maior crime de agressão da história da humanidade. Nesta semana, também, panzers alemães com seu distintivo brasão da Cruz de Ferro rolavam em direção à fronteira da Rússia, junto com outros parceiros da OTAN em um exercício militar cínica e injustamente chamado de Operação Escudo da Liberdade.
É realmente chocante como a história em uma escala tão criminosa está sendo repetida, de forma descarada e aparentemente com despreocupação pública. Em 22 de junho de 1941, a Alemanha nazista lançou a maior invasão militar já registrada na história. A Operação Barbarossa mobilizou três milhões de soldados alemães junto com unidades de países aliados. A Blitzkrieg (guerra relâmpago) abriu o maior teatro da Segunda Guerra Mundial, conhecido na Rússia como a Grande Guerra Patriótica.
Pelo menos 27 milhões de cidadãos da União Soviética foram mortos, a maioria civis. Imagens granuladas da época mostram fileira após fileira de pessoas sendo baleadas e jogadas em valas comuns. Em uma atrocidade notória, em setembro de 1941, mais de 33.000 civis foram executados em apenas dois dias em um desfiladeiro em Babi Yar, perto de Kiev. Quatro anos depois, o Exército Vermelho Soviético lutou contra a Wehrmacht nazista até a derrota final em Berlim.
Toda família russa foi traumatizada pelo horror e pelo sofrimento desumano. A memória da calamidade permanece gravada na consciência da nação. A invasão nazista foi realizada como uma guerra de aniquilação na qual não houve misericórdia para homens, mulheres e crianças. A Solução Final envolveu o extermínio sistemático de eslavos, judeus, comunistas, ciganos e outros considerados Untermenschen (sub-humanos) pela ideologia racial nazista. Os esquadrões da morte da Wehrmacht alemã e Einsatzgruppen foram auxiliados por colaboradores fascistas na Lituânia, nos outros estados bálticos e na Ucrânia.
Oitenta e cinco anos depois, exatamente no dia, em 22 de junho de 2026, começaram os exercícios da OTAN liderados pelo exército alemão na Lituânia. O próprio local das manobras militares da OTAN esta semana, Probradė, a cerca de 15 quilômetros da fronteira com a Bielorrússia, foi palco de massacres cometidos pelos nazistas e seus aliados.
O eco da Operação Barbarossa é odiosamente alto e claro. O Ministro da Defesa alemão [sic], Boris Pistorius, oficiou os exercícios militares da OTAN esta semana. Não houve vergonha nem comentários constrangidos na mídia ocidental. Não há como a data ter sido uma coincidência. Foi uma provocação deliberada. O militarismo alemão está em marcha novamente e é verbalmente direcionado à Rússia. O chanceler alemão Friedrich Merz declarou a ambição de tornar a Alemanha a maior potência militar da Europa. Comandantes da OTAN falam de forma pública sobre atacar território russo com mísseis de longo alcance e drones.
Como na Segunda Guerra Mundial, Lituânia, os Estados Bálticos e a Ucrânia estão atuando como colaboradores para a agressão contra a Rússia. Nos últimos anos, esses países reavivaram tendências fascistas ao venerar colaboradores militares da Alemanha nazista. Monumentos dedicados às brigadas da Waffen SS foram inaugurados na Lituânia, Letônia, Estônia e Ucrânia. No mês passado, um notório líder nazista ucraniano durante a guerra, Andrey Melnyk, recebeu um reenterro oficial em Kiev com honras de Estado completas, acompanhadas pelo presidente fantoche, Vladimir Zelensky.
Isso levou a uma amarga disputa com a Polônia porque Melnyk e seus paramilitares ucranianos foram responsáveis pelo assassinato de mais de 100.000 poloneses. Notavelmente, as capitais europeias e a OTAN estão tentando encobrir a controvérsia porque isso expõe a verdadeira e feia natureza do regime de Kiev. Se o regime for exposto, o que isso diz sobre a OTAN e a UE? Isso demoliria suas alegações de “defender a democracia ucraniana” da Rússia e de como a Ucrânia é supostamente um baluarte para o resto da Europa.
A glorificação dos colaboradores ucranianos não é um acontecimento marginal e aleatório. Há uma tendência mais ampla em toda a Europa entre a classe política de reescrever a história da Segunda Guerra Mundial e ‘branquear’ a agressão monstruosa contra a União Soviética. Esse esforço se deve à ressurreição contemporânea da russofobia que sustenta a política da UE e da OTAN. Os líderes americanos e europeus, conhecidos como o Ocidente Coletivo, são movidos pelo objetivo estratégico de derrotar a Rússia para explorar seus vastos recursos naturais. É o mesmo objetivo que impulsionou a Alemanha nazista e seus cúmplices europeus.
Como em 1941, hoje a propaganda da OTAN inverte a realidade ao acusar a Rússia de representar uma ameaça iminente contra a qual deve ser defendida. Toda a Europa está sendo mobilizada e militarizada, com avisos de preparação para a guerra com a Rússia. Os tambores da guerra são tocados freneticamente. As sociedades europeias estão sendo destruídas pelo militarismo implacável, pelo desperdício de economias e pela hostilidade obsessiva contra a Rússia.
A OTAN, formada em 1949, continua onde a Alemanha nazista falhou. Os mesmos clichês de propaganda são invocados para retratar os russos como bárbaros que devem ser derrotados em prol da paz e segurança. Mísseis e drones americanos, britânicos, alemães, franceses e de outras regiões da OTAN estão atingindo profundamente dentro da Rússia, matando civis e destruindo infraestrutura vital. Como na Operação Barbarossa, o inimigo está mirando Moscou.
É incrível que, na memória viva, os crimes horrendos da Alemanha nazista estejam sendo repetidos contra o povo russo. É incrível também como a repetição da história é feita de forma descarada. Como tal ultraje poderia ser perpetrada? Isso se deve ao poder de propaganda da mídia corporativa ocidental. Guerra contra a Rússia é vendida como paz. Agressão é vendida como defesa. Essa mesma mídia encobre a reabilitação dos nazistas na Ucrânia e nos países bálticos.
Quando tanques e artilharia alemães com a Cruz de Ferro avançam em direção às fronteiras da Rússia, o público ocidental deveria estar profundamente alarmado com o que está acontecendo. Mas, tragicamente, poucas pessoas estão cientes do perigo porque o sistema de propaganda conhecido como mídia de notícias mentiu de forma tão sistemática. A verdade é que líderes europeus e americanos estão buscando uma guerra mundial que resultará em milhões de mortes. As ambições da Alemanha nazista de conquistar a Rússia nasceram de objetivos imperialistas, ideologia supremacista e mentiras de propaganda. O imperialismo ocidental e suas armas, seus satélites e mídia da OTAN estão em ação novamente.
Artigo publicado originalmente em SCF











