“Go home”: começam a chegar aos EUA caixões embandeirados da guerra de Trump ao Irã

Trump assiste à chegada dos primeiros caixões com soldados norte-americanos mortos na guerra que começou (Kevin Lamarque/Reuters)

“Go home”: os sete primeiros corpos de soldados norte-americanos mortos na agressão do eixo EUA-Israel ao Irã foram transladados para os EUA neste sábado (7), com a aeronave aterrissando na base Aérea de Dover, em Delaware, segundo o The New York Times.

Um dos mortos foi descrito, estranhamente, por falecido por “dificuldade médica no Kuwait”, uma menção ao míssil [ou drone] disparado contra a base de Port Shuaiba, no Kuwait, em resposta ao ataque não provocado, ilegal e assassino desencadeado pelo regime Trump em conluio com o enclave de apartheid Israel, contra o Irã. Ataque ainda mais asqueroso por ser no meio de negociações diplomáticas e sem qualquer declaração, repetindo a traição à diplomacia de junho do ano passado.

Os seis marines foram identificados como Jeffrey R. O’Brien (major), Cody A. Khork (capitão), Robert M. Marzan (subtenente), Nicole M. Amor (sargento de 1ª classe), Noah L. Tietjens (sargento de 1ª classe) e Declan J. Coady (sargento). Os familiares estavam esperando por eles.

Trump apareceu, com o mesmo boné branco com as letras USA que usou no dia em que desencadeou a guerra desde Mar a Lago. Provavelmente para alguma encenação sobre como se preocupa com a carne de canhão, pensada em função das eleições intermediárias de novembro.

Ao se eleger, ele mentira ao povo norte-americano, prometendo acabar com as guerras eternas e não começar nenhuma outra. Trump “permaneceu em posição de sentido, solene, na pista da base aérea, com um boné branco com a inscrição ‘USA’ na cabeça”, descreveu o NYT, se esmerando na bajulação ao criminoso-em-chefe.

“Agora, exatamente uma semana mais tarde, ele permaneceu silenciosamente conforme algumas das consequências daquela decisão passaram diante dos seus olhos”.

De acordo com a mídia, os mortos estavam “abrigados” em um container de lata. Três morreram ali mesmo, os outros três mais tarde, dos ferimentos.

A retaliação iraniana contra a base ianque no Kuwait tem sido de tal monta que, no sufoco, até três F-15 foram derrubados, segundo o Pentágono, pelo “fogo amigo”, segundo Teerã, por suas forças.  

De acordo com informes da Guarda Revolucionária Islâmica, a força de elite iraniana, a resposta à agressão já causou mais de 500 baixas entre os norte-americanos.

AVALANCHE DE SOLDADOS FERIDOS EM LANDSTUHL

Além dos seis militares mortos, o Pentágono confirmou oficialmente entre 18 e 20 feridos em uma semana de agressão ao Irã. Mas há fortes indícios de que os números sejam muito maiores, como nos hospitais americanos na Alemanha, para onde são levados os casos mais graves nas guerras dos EUA no Oriente Médio.

O ex-agente da CIA, Larry Johnson, reproduziu uma mensagem no X datada de 5 de março: “Uma campanha de doação de sangue, planejada para a comunidade militar de Kaiserslautern, está sendo antecipada.”

A segunda evidência mencionada por Johnson é referente ao hospital militar americano em Landstuhl. Este hospital, que também atende os cerca de 40.000 militares e civis americanos estacionados nos arredores de Kaiserslautern, tem atualmente 68 leitos.

O comunicado informava que “a maternidade seria fechada temporariamente. As gestantes foram orientadas a procurar hospitais da região até segunda ordem. Aliás, a medida foi tomada com tanta urgência que até mesmo cesarianas agendadas foram remarcadas”.

“Embora o objetivo principal não seja especificado, Landstuhl serve como um importante centro e destino de evacuação para militares americanos feridos durante treinamentos ou operações de combate na Europa, no Oriente Médio e na África”, registrou a revista militar Stars and Stripes, citando o memorando enviado pelo chefe de ginecologia do hospital.

Johnson também mencionou outra fonte: “Um amigo bem informado, que supervisionou o programa de soldados feridos do Ministério da Defesa durante as guerras no Iraque e no Afeganistão e trabalhou com a equipe em Landstuhl, soube hoje que uma avalanche de soldados feridos está chegando à clínica. Os números são tão altos que a clínica não consegue mais alocar recursos para partos”.

Com base nessas informações, Johnson conclui que o número total de feridos deve ser significativamente maior do que os 18 a 20 oficialmente confirmados. Ele conclui que o governo Trump está mentindo sobre as perdas americanas no Golfo Pérsico.

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